Tem alguma coisa rolando: Balbúrdia

Ontem postei no Balbúrdia uma coluna que gostei demais de fazer, sobre o Incal, de Moebius e Jodorowsky, mas passeio também pelos filmes do Jodô e por outras obras deles. Segue aí o comecinho dele:

Sonhei que andava por dunas e que o sol refletia no chão e me doía os olhos. Caminhei até encontrar Alejandro Jodorowsky; ele não me falou nada, mas com as mãos pediu que eu o seguisse. Passamos por AREIA, areia, arena céu e areia até um lago raso. Jodorowsky entrou e, mesmo com 80 anos, apoiou-se nas mãos e permaneceu de ponta-cabeça. Pude ver ele refletido na água. Diante de mim, ele e seu reflexo se misturavam, um era luminoso, outro era negro. Sorriam consoantes e um Jodorowsky se entrelaçou no outro e explodiu em luz.

Desse clarão surgiu um livro que se abriu (pelo vento? não sei) e eu caí dentro do livro, mergulhei em páginas líquidas “Eu não sei nadar! Ayúdame, Jodorowsky!”.

Eu caí no Incal, o gibi. Sumiram as águas e eu estava no Beco do Suicídio, com muita gente caindo comigo (basta que um salte e vários insatisfeitos também se jogam). Os aristos mijam e atiram, e sempre erram. A queda, ao contrário do gibi, não acabava no lago de ácido; ela não acabava. Quando entendi isso, conversei com aqueles que caíam:

O RESTO SEGUE LÁ NO BALBÚRDIA.

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Filed under A gente tenta, É meu, Cinema, HQs

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