Monthly Archives: Maio 2013

Primavera Sound – dia 1

bem, entre as diversas coisas que resolvemos fazer nessa invasão à península ibérica, estava ir ao festival Primavera Sound em Barcelona.

e de fato, fomos. aliás, enquanto escrevo isto de um hostal (como  eles escrevem em catalão) o Kurt Ville tá tocando lá no Parc del Fòrum – a ideia é chegar pra ver o Daniel John, deusquajude.

ontem demos uma domingada e chegamos muito 7 horas, enfrentando  maior fila que esse casal sulamericano aqui já encarou. fomos brindados ainda por dois compatriotas defensores dos militares e de sua forma abraspas certinha fechaspas pensar.

opa, depois eu continuo: vamos ao Daniel Johnston JÁ.

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Península Ibérica

nas minhas (sotaque do Faustão ON) primeiras férias do meu trampo paulistano (sotaque do faustão OFF), me voy a Península Ibérica.

visitar Portugal e Espanha deve ser tipo conhecer o pai que você nunca viu, mas ouviu falar e que de vez em quando mandava um cartão postal.

alguns poucos dias em Lisboa, Porto e Barcelona e depois tocamos de volta pra cá.

o angustiante são estas horas aqui antes do embarque.

o sentimento, não, a certeza de que algo fundamental está sendo esquecido, do medo do maior engarrafamento de SP será hoje e perderemos o voo, de que nossas malas vão parar na Bulgária, etc e tal.

mas não sei, acho que eu queria dizer alguma outra coisa.

será?

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Carta para a senhora com quem trombei no metrô

cara senhora cujo nome eu não sei,

(na verdade, em vez de carta, podíamos tratar tranquilamente esse pequeno texto direcionado a você por bilhete.

algum estudioso mais atencioso dos gêneros pode bater pé e dizer que isso não é bem uma carta, por mais que tenha um destinatário. afinal, esse destinatário nunca receberá a carta e nem é ficcional. com exceção da profundidade, angústia e qualidade literária, é a Carta ao pai, do Kafka.)

enfim, quando bati em você com meu ombro ossudo ao descer do trem, você me gritou se eu não enxergava.

sim, senhora enxergo.

mais que isso: enxergo e a vi entrar no trem. a vi vindo em minha direção. e fiz absoluta questão de te dar uma ombrada.

por quê?

porque você entrou no trem enlouquecida antes que eu pudesse sair, o que é a coisa mais estúpida que alguém pode fazer. como encher algo que não foi esvaziado?

pense: é necessário desocupar, antes de ocupar de novo. insetos sabem disso, seu estômago sabe disso. até sua lata de lixo sabe disso.

então, em vez de contorcer pra garantir sua passagem, preferi o confronto modo celta.

não lhe peço desculpas e não lhe deixo abraços

Lielson

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Músicas da semana até aqui

Uma banda que é meio ruim e por isso meio boa: The Rubettes

Bandinha indie inglesa que é massa: SULK

a oba-obada Queens of the Stones Age

The National e seu disco novo: \o/

e Thom Yorke no pianinho

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O roteiro de Ontem e Hoje

Sketch pg 2

Arte de Reinaldo Rosa

postei mais de um mês atrás uma HQ que eu escrevi, desenhada pelo Reinaldo e que saiu lá na Café Espacial # 11.

resolvi colocar o roteiro que escrevi aqui embaixo, porque muita gente não sabe qual é o formato de um roteiro e várias vezes me pedem como é que se faz isso.

pois bem, perceberão que o formato é qualquer um que sirva pro roteirista e desenhista se entenderem. o que eu fiz é um modelo bastante completo, com referências visuais, o texto todo e enquadramentos. o Reinaldo, claro, colocou sua visão pra dar aquela melhorada. o texto mudou pouca coisa entre o que está aqui e a versão final.

vale mais como curiosidade do que qualquer outra coisa. quem se interessar pode baixar lá no Scribd também, mas peço a gentileza de citar a fonte se for usar.

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Laranja Mecânica

bem, meus pequenos droogs, mesmo atacado por uma intensa dor de gúliver, vidiei ontem o sinny Laranja Mecânica e foi horrorshow.

achei muito strack (por óbvia falta de Moloko) as toltchocadas, os entra-e-sai-entra-e-sai contra as devotchkas e com a boa e velha ultraviolência, mesmo sem ter nenhum processo Ludovico.

a ética está lá, a estética está lá. e eu também estava lá, por bog!

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Discos fodas de 2013

eu sei que tá todo mundo alucinadinho com a Get Lucky do Daft Punk e com o disco do The Knife, mas nada disso tocou minha alma (#drama) e continuo curtindo este ano o disco que chegou ainda em 2012: Fade, do Yo La Tengo.

(sim, ele é de 2013, mas vazou nos fins de 2012, veja você)

nada contra o Next Day do Tio Bowie (sinto que falaremos dele no futuro), ainda não ouvi direito Strokes (medo depois do cover de Calypso), nem o Flaming Lips. O Dirty Beaches novo está sendo digerido (e muito bem – com certeza falaremos dele em breve).

o fato é: ainda estou curtindo esse delicioso Fade. esse disco é tão xuxu que o YLT passou o Luna no meu coraçãozinho interiorano (quem me conhece sabe o quanto isso quer dizer – vai no Groove Shark e ouça o Beewitched e Days of our nights).

bem, em vez de me ler falando do disco do Yo La Tengo, vai lá e ouve.

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As garotas sujas

eu parei uns minutinhos minha vida de sempre, fui ver um vídeo e caí no anos 1990. melhor: eu voltei a entender como essa década existiu e como foi estar lá. de resto só posso dizer que gostaria de ser amigo, namorado, pega, de ter sido uma das dirty girls.

e não, o vídeo não se trata de meninas safadas derretendo de tesão por você, mas de um grupo feminista adolescente norte-americano. vê aí:

Pra ver com legendas em português, mas com qualidade de resolução inferior, por aqui.

é um trabalho de 1996 de Michael Lucid, bastante amador, com uma captação de imagens ruim, mas que expõe um momento maravilhoso daquela década. depois de ver o filme eu fui ouvir o Nevermind inteiro, ler as letras. tudo fazia sentido. o grunge e as camisas xadrez no armário ainda faziam sentido.

mas a real é que provavelmente não teria o culhão dessas gurias e estaria lá, do outro lado, falando sobre elas. minha máxima autocondescendência permite dizer que eu elogiaria alguma coisa ou outra, mas nunca passaria pro lado de lá, o lado das dirty girls. onde eu gostaria de ter estado quando penso nisso hoje.

de que lado será que eu estou hoje? me alivio dessa, e deixo o minidoc como um PS pra Lena. elas fazem o que fazem não é pra ser cool, é porque elas podem.

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