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Hoje, me engasguei…

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Hoje me engasguei pela primeira vez na vida. quer dizer, foi a primeira vez que me engasguei a ponto de perder o ar e a morte ser uma possibilidade real, ao menos percentualmente. tossi tanto que doeu as costelas. aliás, que ainda dói as costelas.

se eu fosse mais poeteiro poderia dizer que foram as palavras se engasgando em minha garganta, dado o tempo em que não as ponho pra se divertir, só as conduzo aos campos dos roteiros de videoaulas para pastarem um pouquinho e rodear a cerca.

se eu fosse mais ‘alma rebelde’ – 15 anos atrás, metade dessa história contado pelo tongo, cheia de cor e cura – diria que me engasguei com a insatisfação de dar a própria individualidade, o bom senso e se dobrar pelo dinheiro que pingam no final do mês.

se eu fosse um ator de cinema mudo, com alguém atravessando o compasso na pianola no meio da sessão. eu prestaria atenção na plateia com pipoca e manteiga, daria uma limpada nos óculos cênicos e voltaria para dentro batendo os calcanhares no ar.

se eu fosse um descrente à espera da sua rendenção no liagre que naõa acredito, diria que é um aviso de que está na hora de recomeçar.

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se eu fosse um médido, não tocaria no paciente, chutaria a causa mais provável a partir de um diagnosticado mal escutado e o despacharia pra terminar de ver TV.

mas, infelizmente para Haroun e Promethea, era só um arroz na contramão. sem graça, sem metáfora, plasticidade.

preciso rever meu conceito de acidentes poéticos.

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