Monthly Archives: Abril 2011

Lançamento de La naturalesa

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amanhã eu converso com o DW na Itiban, pro lançamento do novo trabalho do cara, La Naturalesa.

a revista é o segundo número da MIL, que é uma proposta da Barba Negra e do selo Cachalote, de fazer tiragens de 100 edições a 10 pilas cada, gerando renda de mil reaus, tudo pro autor da revista.

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então, amanhã, na Itiban, às 16 horas. vamos? dá uma olhada na prévia do trampo do DW aqui:

 

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Eu entrevistei Luiz Ruffato

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ARISTEU: Lielson, tava pensando em fazer uma daquelas entrevistas pro pra Moviola. teria como você me ajudar?

LIELSON: claro, cabra. do que tu precisa?

ARISTEU: então, precisava de um aporte de alguém da literatura pra entrevistar o Luiz Ruffato…

LIELSON:  o Ruffato? do Eles eram muitos cavalos?

ARISTEU: isso!

LIELSON: O Ruffato? claro, claro, no que eu puder ajudar.

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assim – ou quase assim – entrei nessa de entrevistar o Luiz Ruffato com o Aristeu pro site Moviola. e foi demais. é uma pena que ali embaixo só tem 20 minutos da fala do cara.

foi quase 2 horas de conversa, ou melhor, de lições e criação de vontades literárias.

vou tentar convencer o Ari a me passar o material “recusado”.

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Em Buenos Aires – historietas

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aproveitei minha páscoa em Buenos Aires e entupi a mala de quadrinhos portenhos. ou melhor de historietas.

(para informações mais organizadas, consulte o ótimo livro de Paulo Ramos, Bienvenido, lançado pela Zarabatana, e o blogue do homem)

pensando em evitar que vocês passem pelo mesmo surto que eu na Fnac de Paris, vou tentar orientar algum interessado.

(parece frescura ‘surto’ e ‘Paris’ na mesma sentença, mas qualquer apaixonado por HQ que visse um andar gigantesto dedicado a centenas de títulos de autores que você desconhece por completo, não entenderia coisa alguma na hora e agora saberia porque consegui comprar apenas 2 álbuns)

certo, vou facilitar a vida de vocês.

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você já tem boa chance de conhecer o Quino (Mafalda) e o Liniers (Macanudo); alguma chance de conhecer Nik (Gaturro), Kioskermann (Eden), Salvador Sanz (Noturno) e uma minúscula chance de conhecer Hector Oesterheld, Alberto Breccia e Carlos Trillo.

esse povo todo aí tem alguma coisa publicada no Brasil já. digite os nomes em sua loja virtual favorita e veja o que aparece, dê uma olhada e caso simpatize com algo, COMPRE a versão nacional. se gostar, já tem um norte do que comprar em Buenos Aires, se não gostar, já tem algo a evitar.

existe uma obra clássica argentina chamada El eternauta que a Martins Fontes prometeu publicar aqui este ano. quando sair, não pense, discuta ou feche a mão, simplesmente compre.

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mas minha sugestão é que você anote estes três nomes: Hector Oesterheld, Alberto Breccia e Carlos Trillo.

pronto, compre alguma coisa de cada um deles. se quiser ir mais a fundo, compre álbuns dos artistas que trabalharam com eles.

explico: Oesterheld escreveu El eternauta e um monte de historietas boas e é referência obrigatória; Carlos Trillo é um dos roteiristas mais produtivos do mundo, há muito material bom dele; e Alberto Breccia desenha obcenamente demais. veja aí uma anima sobre a arte do mestre:

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recomendo, particularmente o cruzamento entre Breccia e Oesterheld e os materias escritos pelo Oesterheld e desenhados por Hugo Pratt; procure também por HQs da dupla Carlos Trillo e Eduardo Risso.

vá às livrarias e às comiquerias – no livro do Paulo há os endereços.

as três principais comiquerias ficam próximas umas das outras e se seu foco for comprar quadrinhos, sugiro que se hospede no Atlas Tower Hotel, muy próximo delas, de vários sebos e livrarias.

além disso, pegue o ônibus 37 39 em direção a Plaza Itália, desça na própria Plaza Itália e passeie pela feira permanente de livros usados.

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Em Buenos Aires – de cima

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entre milhas acumuladas e horários de feriado, nos obrigamos a comprar passagens da Pluna, do Uruguai. o trajeto é Curitiba – Montevidéu – Buenos Aires.

a Pluna não paga lanche pra ninguém e cobra (bem) por ele e, fechando o momento Classe Média Sofre, ainda cobra 30 doletas por mala que você trouxer de volta da Argentina – sim, só na volta, depois de você gastar todo seus pesos em alfajores, doce de leite e artigos de couro.

quando voei pela primeira vez (de verdade, nunca sonhei que voava) foi pra Buenos Aires, fugíamos de um carnaval.

o avião chegou à noite, e pela janela eu vi um Mondrian que se mexia.

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é bobo, eu sei.

sou bobo, sei.

mas e daí?

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gosto de olhar pro Mondrian e sentir que estou voando.

mas é só tinta e linhas coloridas.

não, não é.

é Buenos Aires vista da janela do avião.

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Em Buenos Aires – quarto de hotel

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tudo aconteceu umas 30 horas antes da partida.

por razões desconhecidas, a Van resolveu ver opiniões sobre o hostel que íamos ficar.

é…

os antigos hóspedes do lugar oscilavam seus coemntários entre sujo, podre e mal-cuidado.

o que parecia ser uma viagem muito foda, começa a foder pelo lado errado.

em toques de caracteres de desesperados, encontramos uma lista de 100 hotéis em Buenos Aires. arriscamos um deles.

Atlas Tower.

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ela gosta da figura de Atlas; eu gosto de jogar com torres no xadrez. pedimos uma reserva, com toda a esperança de trabalho escolar de última hora e

logramos!

conseguimos uma vaga, num hotel limpo, na avenida Corrientes com a Callao, próximo à três das principais comiquerias argentinas. se configurava minha nerd trip particular.

apesar desse êxito epopeico, da sensacional companhia e do bom tratamento dos funcionários, eu não pude – e olha que tentei – deixar de me lembrar de 1999, quando saí de Francisco Beltrão e fui até Erechim fazer um treinamento da RGE (empresa de eletricidade do RS) e morei 40 dias em um hotel, durante um treinamento para o cargo de Eletricista I.

sim, eu já estive no lugar deste cara, mas sem a escada.

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tentava subir em postes, me fixar lá em cima, me desfixar e descer, pra começar tudo de novo, até que meu subconsciente me fazer errar o pé do poste, cair uns 9 metros de altura, machucar os joelhos e me convencer a desistir daquilo.

a mim, me é difícil capitular. sou teimoso, e sempre acho que consigo um pouco mais.

na época, quando desci do ônibus de volta da odisseia gaúcha, me senti totalmente derrotado.

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passado algum tempo, entendi que isso foi necessário pra que eu entendesse na carne que existem coisas que ‘não’.

es outras que ‘talvez’.

o acerto salarial virou a inscrição no vestibular de Publicidade da UFPR e um curso superintensivo de 1 mês.

entrei na universidade em 2000, mas ainda, às vezes, sonho cair de um poste e bater os joelhos.

não aconteceu no quarto do hotel Atlas Tower.

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Aventuras portenhas

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Van e eu estaremos nos próximos dias em Buenos Aires.

(gostaria de ter criado um título em espanhol, mas não sei escrever no idioma de Cervantes – Borges – Cortázar -Sábato)

vou em busca de historietas y libros, carnes suculentas, muita caminhada, doce de leite em diversos formatos, algum tango descoladinho, um pouco de incompreensão idiomática, museus e o que mais der pra encontrar lá onde o Oesterheld desapareceu.

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assim que possível, atualizo o blogue com textos de lá.

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Rituais

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antropologicamente falando, os rituais (devem ser) são outro tipo de coisa.

lielsonicamente falando, ritual já foi ler As flores do mal todo ano.

já tive como ritual também sempre ouvir o Ok Computer em viagem.

(minha mente perturbada acredita que é melhor estar ouvindo algo que eu ame de verdade se um acidente rodoviário/aéreo acontecer e não puder ouvir mais nada).

já andei com caderninho de ideias no bolso (na verdade, isso é mais uma esquisitice – que mantenho) e com mini Aurélio na mochila.

hoje, tenho dois rituais: um é não sair de casa sem algo pra ler ou sem fones pra ouvir, quando não, ambos; o outro é ouvir Velvet Underground enquanto me barbeio.

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por que Velvet? por que no barbear?

não sei.

Sigur Rós até foi legal, Caléxico rendeu, Beta Band chegou perto, mas o meu Barbeiro de Sevilha se apresenta com outras notas.

 

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Instantes poéticos (ou Van ao vivo)

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hoje, a favorita de toda a equipe Lugar Certo, Van Rodrigues vai ler alguns de seus poemas no evento Zoona Literária, acompanhado de outros cabras.

22 agá, no Solar do Barão.

vai uma amostra grátis aí:

 

“18.

No que se vê não há leveza. Um navio flutua porque pesa. Submersos ficam as cordas, os ratos, os restos. A despensa, os traumas e tudo o que não se quer mostrar. No entanto, é pelo lastro que o navio desliza.”

e um pouco da prosa também:

Porque é preciso aceitar seus traços. Olhar cada deformidade, todas as assimetrias com o amor de uma mãe pelo seu filho um tanto torto. Olhar-se com compaixão, isso eu ensinaria a meu filho adolescente ou a minha mãe, que tem medo dos espelhos dos provadores desde que não tem mais a mesma medida de antes.

E falo isso porque me ocorreu que não nos acostumamos com nossa imagem. Talvez porque não temos diante de nós sempre um espelho e quando temos são os detalhes que nos interessam. Os olhos, a pele, as sujeirinhas dos poros, nunca o conjunto todo. Não há o distanciamento. Nem a recorrência.

Há também a insatisfação. A comparação com as demais faces do mundo só é possível quando vemos aquela fotografia um tanto maldosa, em qualquer ângulo desfavorável, que estampa seus defeitos achatados em duas dimensões. Há a comparação com a imagem que criamos com o tempo, um quebra-cabeça de lembranças e aquela, real, inegável.

Sem o frescor do jeito como mexemos os olhos, ou o tom de voz, ou as coisas que somos capazes de dizer toda beleza se resume à superfície de uma imagem chapada. E às vezes é pouco.

É preciso a cada manhã olhar-se com delicadeza e com a luz certa. Porque tudo é emanação.”

veja o restante da programação no blogue do evento.

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Eu vi Booker Pittman

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veja você também o ótimo curta de Rodrigo Grota – dica do Aristeu.

e entenda melhor relação entre a poesia e o jazz que os beatniks cantavam lá nos anos 1960.

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Vá ao teatro (só não me convide)

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eu lembro de uma camiseta que era vendida na Chiclete com Banana (eu acho) que tinha a inscrição do título deste texto.

não tinha nada contra teatro, mas achei divertida a piada.

(perca a noção, mas não perca a piada,  é o que acho).

entrei em Comunicação Social em 2000, e lá, por razões desconhecidas, as pessoas não gostavam de teatro, gostavam de cinema.

aliás, cinema é a arte que todo mundo que faz comunicação se acha gabaritado pra dar opiniões embasadas e escolher um ícone indiscutível da história da nona arte pra discutir.

eu, mais quebrado que o joelho do Ronaldo, também não ia ao teatro. mas nunca tive nada contra, nem entendia a razão de se opor.

desde que eu consigo pagar pelos ingressos, tenho ido ao teatro.

nesse Festival de Curitiba recém passado, vi 4 peças e gostei da maioria.

acho estúpido invalidar toda uma arte, ainda mais um gene dominante como o teatro, que está no DNA de todas as narrativas.

se o cinema tem o corte e o enquadramento, o teatro tem a presença e a força humana.

se você tem preconceito, vá assistir uma peça boa.

não julgue toda a literatura pelo Sabrina do mês.

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nem o teatro pelas comédias bocós com apelo sexual e nomes de bairros de Curitiba.

mas se você for ver uma peça que tenha interação com o público, aí sim: vá, mas não me convide.

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