Monthly Archives: Julho 2010

equacionando o problema (e copiando a resolução da página 314-315)

eu tô com um problema. Sério. o problema é sério. embora seja irrelevante. mas como é meu e é sério, ganha algum contorno.

eu tenho levado o blogue a sério. muito a sério. tão a sério, que ele ficou importante. tão importante que o texto que surge aqui, deve ser bom. muito bom. tão bom que não é fácil de fazer, tão não-fácil (EU SEI que é sem hífen, mas sou um escritor caprichoso) que não faço. se não faço, não posto, não blogo, logo nada há pra se ler aqui.

claro, há uma razão pra isso. é evidente, é fácil de saber. embora eu não saiba qual seja.

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aconteceu muita coisa nesse tempo: não conseguia escrever e experimentei com prosa de vanguarda, mas não funcionou – não bem o bastante; consumi minhas economias pagando as contas – o tudo; tive que voltar a escrever roteiros institucionais – mas não deu; precsiava de algum dinheiro pra pagar minhas aulas de natação – estava obsecado; fugindo de credores, cheguei à casa dela – alívio.

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fiquei um tempo lá, me vendi, me aluguei, me diverti – é verdade. mas não escrevi. nem uma maldita linha. nenhuma uma abençoada linha. chegou o tempo em que a falta de atender a mim mesmo me afundou. e novamente tive que fugir dessas cobranças de dentro de mim

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escapei, corri e mergulhei fundo e agora me sinto, perdido e ainda sem rumo. ao léu. e sem ter aprendido a nadar.

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Liguei pro meu pai…

liguei pro meu pai. 

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sempre conversamos sobre o futebol. eu, com a função de alimentá-lo de notícias do Corinthians, já que meu pai além de morar no interior, não manja (ou maneja) internet.

entre a possível saída de Felipe da meta alvinegra e a improvável reforço de atacantes ao elenco do Timão, falou:

– tu te lembra do Epídio? irmão do tio Carlos?

– lembro, tudo bem com ele?

– é… pode-se dizer que mais nada de mal vai acontecer: ele morreu.

– ih, caramba… e o tio, ficou abalado?

– sempre, né? sabe como ele é. infarte, tava ali em Ampére e morreu.

– do nada?

– é, mal súbito. 

– triste…

– triste, né? Ele tinha a minha idade.

 

em seguida ele voltou ao protocolo. E o trabalho? E o clima? Mais alguma novidade do futebol? mas naquele pequeno instante, ele se mostrou inteiro: lembrou que as pessoas morrem.

óbvio, mas é nossa segurança pra viver. esquecer que a morte é um fio de cabelo, é um apendicite.

——

liguei pro meu pai

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– (…) mas então, tudo certo com os tios?

– tudo, tudo.. tudo bem… tu lembra do Rafael? Rafael Benneb.

– Rafael, Rafael… aquele que estudou comigo no pré?

– isso…

– ele não tava em uma clínica de reabilitação… drogas, né?

– tava, saiu e tava bem… até que começou a beber.

– muito?

– ele morreu de cirrose essa semana.

– ele fazia a niversário em março também, sabia….

 

protocolo. minha vez de pensar na vida em fios de cabelos enrolados.

 

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