Monthly Archives: Março 2013

Ontem e hoje

a HQ aí de baixo foi roteirizada por mim e saiu na revista Café Espacial 11. a arte debulhante é do Reinaldo Rosa – Valeu, camarada!

a trama tem um rolo de Beatles que talvez você não conheça, então, depois de ler a história, se achar necessário, visite este link aqui.

(se você clicar no quadradinho  à direita a HQ fica grandona e melhor de ler.)

ah, a HQ tá em CC, belê?

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Mandar livros pelo correio

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[imagem veio daqui ó]

se você tem o hábito de mandar livros pros seus amigos pelo correio e isso está te levando à falência ou se você não manda nada pra ninguém porque acha que o sedex é caro, espera um pouco, relaxa, ouve uma musiqueta e vem comigo.

hoje quando fui enviar prum amigo que faz engenharia o belo Andar de bêbado (e mais uns gibis da Turma da Mônica) descobri que, além de que a agência do correio perto do trabalho ter fechado e se mudado de lugar (o que a deixa mais perto, apesar hoje de ter me feito andar mais), existe uma tarifa barateadora que se aplica a livros.

sim, estarrecidos que me leem. existe um lance pra você pagar menos. a parada se chama Registro Módico.

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[Hagar, o Horrível, de Dik Browne]

não, é MÓDICO.

ele se aplica a algumas coisas (confiram lá no sítio da ECT) e entre ela a livros. porque qualquer pacote que passar de meio quilo precisa ser abraçado pela máfia do Sedex, abandonando suas humildes origens de encomenda comum.

se você, responsável pelo envio da bagaça, declarar que se tratam de livres humildes, você cai na categoria módica e a dolorosadespensa de 30 e poucos reais pra 7ão. observe que vários picolés, paçoquinhas e cafés de cantina podem ser comprados com a diferença.

agora, se você achou que fiz muita gracinha e expliquei pouco, duas atitudes devem ser tomadas: 1) me deixa e 2) leia este link aqui bem mais comprometido com a clareza do que eu.

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O menino que salta pra alcançar o galho da árvore

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esperava pra atravessar a rua hoje quando vi um menino.

era menino assim, vestido bem de criança.

eu ouvia Yo La Tengo e ele corria ma non troppo com uma lista e (vamos afirmar, mesmo sem certeza – vamos? nós quem?) uma nota de dinheiro na outra mão.

ele correu pela faixa de pedestres sem tocar nenhuma vez no asfalto negro, pondo os pés só na parte branca da zebra. já na praça, porção de concreto cercada por carros de todos os lados, combatia Dom Quixotes e lutava contra sua altura, pulando pra tocar galhos de árvores.

meio corria, meio saltava.

não conseguiu.

parecia faceiro.

eu atravessei a faixa, hipnotizado pelo rastro daqueles movimentos. enquanto ouvia loose no more time, cause it’s been fun e pisava em todas as faixas, numa proustada, quem corria lá era eu, a cidade era Francisco Beltrão, o sol era o mesmo, o jeito de correr era o mesmo e o entusiasmo com vida era o mesmo.

 eu já fui ele. ou melhor, ele já foi eu. e eu também não conseguia alcançar o galho alto que me daria o título mundial de salto em árvore.

só uma vez ou outra.

ele desapareceu em sua correria pra bater a lista, atender a mãe e voltar pra ver seus desenhos  na TV, enquanto escolhe as cores dos personagens que inventou ontem, esparramado no chão de madeira da sala.

atravesso a rua e, sem saltar, estapeio leve uma folha em um galho.

é uma pena que ele não tenha fones. e que eu não tivesse.

na última tentativa antes de sumir do dia, ele alcançou o galho.

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