Monthly Archives: Fevereiro 2011

O gato de Schrödinger pulou no meu colo. ou não.

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comecei a ler hoje, no ônibus, o livro do Murakami.

foi paradoxal ler sobre um Havaí sem nuvens e ensolarado enquanto estava no em um ônibus lotado, lutando contra cotovelos e freiadas típicas de transporte de animais de abate.

(seriam os motoristas de ônibus enigmistas que advertem por ações metafóricas?)

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em um trânsito congestionado, eu imobilizado pelo acúmulo humano, lendo sobre corrida.

corrida que não pude começar a fazer, por estar correndo demais. e enquanto eu não correr (porque estou corrido) eu posso começar – ou não – a correr todo dia.

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tem borda recheada de cheddar nesa pizza (ou não)? até abrir, tem e não tem.

até eu não correr, eu posso e não posso correr. o cansaço até lá, é brinde.

 

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Just’ cause you feel it doesn’t means it’s there

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A M O R T E C I D O.

era sim que cada um deles se sentia, cada um com sua morfina, cada um em sua implosão, todos igualmente amortecidos. teve quem bufou, teve quem fingiu se empedrar, tem quem se deixasse amortecer de dentro pra fora. mas pelo menos 3 vomitaram o desvigor.

Aparecida, sabendo que se deve tirar o mais – nem o pior, nem o melhor, mas a essência – de cada momento de sua vida, se permitiu amortecer até que seu corpo caiu do sofá, amoleceu no chão, derreteu entre os tacos e se vaporizou no andar de baixo, totalmente entorpecido.

Yashin, decidiu sair de casa, ainda que amortecido. tomou um par – uma branca e uma verde – e nunca mais foi visto.

Liz, meio molenga e sem ritmo, cantarolou sua música favorita. ela precisava sentir alguma coisa. precisava. sentou na frente de seus empoeirados CDs, puxou o disco certo, ligou bem alto e dançou até que os poros de seu braço festejassem o satori engenhado.

tudo continuava igual, mas eles desamortecidos, já nem lembravam de ter sentido algo diferente de seu agora.

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Se o cinema é 3D, a existência é 10 D

vi lá no Trabalho Sujo, mas esse é o vídeo com legenda em português torto.

advirto: não me responsabilizo por nós na cabeça.

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Lançamento de Ordinário

Hoje vou conversar com o genial Rafael Sica, na Itiban.

o camarada vai lançar lá seu livro Ordinário.

Conheça o trabalho do Sica, compre o livro na Itiban, veja o bate-papo e autografe.

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Eu vi Cisne negro

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faz um tempinho que eu vi o belo filme do Aronofsky.

tinha colocado ele na pauta do blogue, mas deixei quieto porque todo mundo já tinha falado o que precisava ser dito.

pra bem e pra mal.

mas depois dessa assustadaora leitura do João pereira Coutinho, na Folha de S. Paulo de hoje, resolvi defender o filme.

(ou seria defender a mim mesmo, já que concordar com o Coutinho seria discordar de mim?)

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ao contrário do que dizem por aí, Cisne negro é, sim, um filme de balé.

a leveza e a graça de uma arte de dança é oposta ao peso e à pressão psicológica vivida pelas bailarinas.

ainda há a pressão da arte de performance. um escritor pode errar, reler, reescrever e o público nunca saberá. diferentemente de uma dançarina que erre a coreografia.

com esse paradoxo de saída, Aronofsky encaixa outro: a disputa dos conceitos apolíneo e dionísíaco sobre Nina, a protagonista.

é um filme de balé que põe seus pés, firme e categoricamente, em uma discussão estética.

(economizo vocês das questões sobre autoimagem, o duplo, identidade fragmentada e o caraio a 4)

a questão não é que Nina precisa perder a virgindade, os pudores e a razão. mas a questão também não é que ela precisa manter o tecnicismo, a busca da perfeição impossível. ela precisa é encontrar o meio termo.

o filme é a busca dos dois conceitos opostos em uma única pessoa.

dionisíaco, claramente, vem de Dionísio (ou Baco), deus grego, entre outras, da arte não figurada e do exagero. seus seguidores esquartejavam animais vivos e comiam o que sobrava, acreditando beber o sangue e comer o corpo do deus (vinho + hóstia católica? oi?). Dionisío representa a força criativa do caos e do desregramento.

apolíneo, é de Apolo. deus das artes figuradas. é de Apolo que vêm a beleza clássica, as formas perfeitas e a sublimação pela experiência estética absoluta. Apolo representa o gênio criativo e a consciência do processo.

Apolo é encantamento e Dionísio é a participação.

(deve existir nomes gregos pra isso, mas não conheço)

Nietzsche tratou o assunto com um tanto mais de qualidade que eu em seu A origem da tragédia. Lá o bigodudo alemão postula que a tragédia grega só é possivel no afluente dos pensamentos apolíneos e dionísiacos.

e isso é Cisne negro. uma discussão estética clássica, repensanda pra nossa sociedade e época, através de uma arte em “quase” desuso.

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ah, gostaria de ter revisto Repulsa ao sexo antes de escrever isto, pois a noção de que são filmes relativos ainda não me abandonou.

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Em um mundo perfeito…

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em um mundo perfeito, existiria o gabinete da silly walk.

e as pessoas passariam mais tempo caminhando divertidamente, largando trânsito, ônibus, aumento de passagem.

já pensou um batedor de carteira Silly-walkado? ou um jogo de futebol inteiro?

realiza a paradinha com Silly walk!

ah, porque eu não posso escrever o roteiro do mundo, meu Deus?

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Lançamento de Gefangene na Itiban

é hoje!

vou lá conversar com o Koostela, na Itiban, às 19 agá.

tuíte com #itibansessions pra fazer perguntas e comentários sobre o bate-papo.

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Primeiro orelhada em King of limbs

taí o primeiro clip do disco novo do Radiohead.

se chama Lotus flower.

parece mais “errado” que o Hail to the Thief, mais fácil que o Kid A e menos melodioso que o In Rainbows. e, claro, comparável, mas diferente de todo o resto já feito pela banda.

radiohead – lotus flower from doseindie on Vimeo.

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McGuffin

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nessa semana de postagens curtas e de radiohead, lembrei que o cluipe de Just, é um belo exemplo McGuffin.

McGuiffin é uma ‘pira’ que o personagem quer, que tem existência material, mas que nem sempre descobrimos o que é – porque, na verdade, importa o caminho e não a chegada. é um conceito do Alfred Hitchcock.

tipo a maleta do Pulp Fiction.

tá bem melhor explicado aqui e aqui.

no clipe abaixo, o McGuffin é o próprio corpo do personagem deitado.

ou não?

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Rewind

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Já falei antes sobre isso, mas quando algo me epifaniza, eu tenho vontade de correr.

e já corri muito com um velho walkman da Sony nos orelhas.

imaginava se aqueles giros da fita eram mais certeiros que os giros que eu fazia dentro de mim.

voltava as fitas com a caneta pra economizar pilha.

hoje tento voltar a vida com as teclas.

ouvindo a mesma música:

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