Monthly Archives: Maio 2014

Saiu ontem, saiu hoje

ontem, fiz o textinho semanal pra Pelé Calado sobre a relação das lágrimas com o desempenho futeboleiro.

hoje, foi pra Vaca Voadora um ~remix~ que fiz de Little Nemo de Winsor McCay pra minha série São Paulo S/A. a página original de WInsor McCay é esta, as onomatopeias vieram de algum painel de Akira, o texto de um dos personagens veio DAS RUAS e o outro texto é minha memória obnubilada do título do quadro de Goya: o sonho da razão produz monstros; em lielsoniano virou o Pesadelo da razão reticências.

né?

agradecemos (eu e mais o pelotão de reflexos de mim mesmo que me habitam) a audiência. se não audiençar, fazer-o-quê-é-a-vida e tal.

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Tem alguma coisa rolando: Pelé Calado

Pelé, entrando pro time ruralista, com Kátia Abreu (se não entendeu, reserve 5 minutos de Google, é importante)

estou lá, falando um pouco de futebol e de seus arredores, num blog  cujo nome homenageia aquele jogador que tem muita opinião pra dar, mas quase nunca a gente concorda. e esse é o símbolo do nosso futebol. alienando a questão social e política, sobra um baita jogador. mas não dá pra alienar, né?

eu não acho que eu preciso concordar com a Copa pra falar dela (e não concordo, mas a cornetagem ainda é livre). gosto muito do esporte, embora tenha pensado nos últimos tempos se o futebol vale o risco social que traz. e se é com dúvida que se escreve, acho que faço o que posso.

o time de Pelé Calado é André de Leones, Flavio Izhaki, Túlio Bragança e eu.

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Saiu hoje: São Paulo S/A

O_chamado_cortado

hoje publiquei mais um São Paulo S/A, dessa vez com a arte do caríssimo Douglas. leiam a HQ completa lá no site da Vaca.

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Dificultando a literatura

 

num mundo cheio de adaptações e facilitações, proponho-me a discordar e publico aqui o princípio de um trabalho que se propõe a dificultar a obra de autores em domínio público.

a guisa de comparação, oferece-vos um primeiro rascunho de O Alienista, em uma versão alimentada a partir das 20 primeiras palavras. a ideia é retrabalhar o material e o dificultá-lo em escala geométrica.

eis as palavras inciais: “As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, …”

eis, portanto, a versão beta da transformação dificultada do texto:

“De um ponto do mapa doravante designado por vila de Itaguaí, apropriadamente escreveu-se nos mais elaborados e doutos textos destinados à preservação da memória e dos atos ditos incansáveis que por lá se produziam em tempos que se diria imemoriais (ver Matéria e memória, Bergson), porém, o texto que nos escusa a desculpa de esquecer de tudo de pronto se ergue e nos leva a galgar sobre fatos de antes que ainda ecoam em nosso mãos e corpo e espírito. Algumas diversas linhas valorosas acha-se desses tão portentosos documentos, entrementes sobretudo deita o interesse a contemplar aquelas judiciosas que fizeram-se um dia sobre um homem em especial, um que dentre todos aqueles que já houveram nos endereços de Itaguaí se ergue como a voz valorosa de nosso encontro autor-leitor aqui (ver Teoria da Recepção, Iser), cuja alcunha ficcional de personagem protagonista não narrador nos obriga a força ficcional, sim, ela, a nos fazer nomear questo ragazzo, de chofre disparamos Simão Bacamarte e não se mais fala nisso. Inclua-se apenas sua linhagem, pois desse modo aprendemos com o livro daqueles crentes na fé do Deus único; e na sequência que ligeiramente se proponha sobre seus dotes de profissão e sua formação de estudos, bem como a passada breve, porém fundamental a seu acesso à educação formal e sua aquisição de linguagem (ver Chomsky; ver Piaget. Confrontar ambos e depurar em Bakhtin)…”

perceba-se que oferecemos aos nossos leitores frases de sintaxe invertidas, repetições, vocábulos unusuais, algum estrangeirismo, ancoragem teórico, mau emprego de terminologias, circunlóquios que miram o barroco. um upgrade do texto trará a versão em finegans-wakenês. entre em contato na caixa de comentários que nós retornaremos a você. afinal, se literatura é só a historinha que se conta, eu posso tirar ou pendurar o que eu quiser ao redor dela!

PS – se você achar isso tudo uma bobagem, leia o original do Machadão aqui.

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