Monthly Archives: Maio 2016

Aeroporto até Holanda

 

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A ideia era escrever dos aeroportos, na espera dos voos. Nem sempre a ideia mostra as garras e nos beija na boca.

Sem Wi-Fi, fiz anotações pessoais (novo livro?) e embarquei. Consegui sentar na saída de emergência, o que deixou essas pernas compridas aqui em paz.

Na viagem só tinha filme merda e um bebê holandês chorão. Conversei em inglês sauvage avec une francesa do teatro, acho que atriz e comecei a ler o Minha luta do Karl Ove.

L’actrisse, que nem eu, tinha uma conexão que também ficou esguelhada pelo retardo de 1h30 pra sair de SP. Amigos no infortúnio, corremos como laterais em busca da linha de fundo pelo aeroporto de Amsterdã.

(elle, inclusive, meu deu une bonne idée: levar tulipas holandesas pra minha anfitriã em Barcelona – num deu)

chegamos numa pusta fila pro raio-x da bagagem de mão e numa fila ainda pior pra entrar na união europeia. Fomos até lá et ma amie de voyage me abandonou pra pegar seu voo pra Toulouse (espero que tenha dado) (acho que vi uma garota que conheço da faculdade também) (muitos jovens pro Primavera Sound).

Enfim, depois de la migra, eu tinha 2 minutos inteiros pro voo decolar. corri desesperado pelo aeroporto até o portão C13. Nunca na história desses país um lielson correu tanto por Amsterdã.

graças a um atraso nesse voo também, consegui embarcar com destino a Barcelona.

 

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Quase saindo pro aeroporto

após uma note de sonhos intranquilos, Lielson Zeni acordou transformado num enorme ansioso

normalmente não fico pilhado com viagens, mas dessa vez…

tô naquela de não conseguir lavar a louça na pia e nem fazer um roteiro que queria deixar prontinho (também não organizei as músicas pra viagem no iPod e nem separei um caderno pra viagem – sim, sou desses).

[a imagem acima não ilustra o post, só achei ela muito massa]

alguém deve ter posto olho gordo em Lielson Z., pois sem que tivesse feito nada de errado acordou completamente zoado.

sou avisado que começa essa semana uma greve de metrô em Barcelona e que meu voo que sairia 19h15 de SP, vai atrasar (problemas meteorológicos em Amsterdã, onde faço escala).

dá nada, descontando que terei 50 minutos pra descer do avião, fazer migração e achar o portão de embarque do voo que vai, aí sim, pra BCN. tensão: trabalhamos.

toda viagem é uma aventura, mas essa está ganhando contornos interessantes e olha que só acabei de imprimir as passagens. parece que quando eu for falar sobre ela depois, vai ser engraçado. agora não é, não.

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Começou a viagem

num bode pós-separação, eu abro o Twitter e a Pitchfork me avisa que o Radiohead ia ser um dos headlines do primavera Sound 2016 de Barcelona. fiquei bem louco, mas pensei “naaaaa, que locurage”. o tempo foi passando (os minutos, tô falando) e a construção do valor sentimental da banda foi crescendo, a informação sobre outras bandas puro-amor no festival e PÁ..

dias depois, marquei as férias pra conseguir ir pro festival, comprei ingresso, passagem e tal.

de lá pra cá eu tava levandinho esse vaziozão que é não ter mais aquela relação, mas ainda ter a casa, o dia a dia. tava naquelas ou melhor, nessas (responder a “tudo bem?”, que coisa difícil) até ser demitido e aí entrar numa BAD fudida, pensar se ia ou não pra viagem, porque perderia tempo de busca DE RECOLOCAÇÃO NO MERCADO (sem falar na grana que só se vai) e o desânimo que preenchia um vazio que conseguiu ser maior, tipo um astronauta perdido no deserto

mas já tinha pagado boa parte das bagaças, engoli um FODA-SE megaindigesto e em menos de 24 horas estarei num avião indo pra Barcelona, de onde só volto pra lá do meio do mês.

infelizmente, não tenho a inocência sebastianista de acreditar que minha vida vá encontrar um salvador e mudar de vereda com essa viagem; felizmente, sei que pra todo movimento é preciso vencer a inércia.

eu abraço o atrito.

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Mente do Macaco

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Semana passada saiu um livro meu pela Balão Editorial. Tô falando do Mente do Macaco (ó a capa ali em cima), que sai somente em formato digital e custa R$ 1,90!

É um livro de fragmentos que passam por um caderno de ideias, uma empresa que usa macacos datilógrafos e investidores da bolsa, diários de Charles Darwin numa tradução, bem, PARTICULAR, e outros trechos que pulam de galho em galho da narrativa.

Pra comprar, vai no link de sua loja preferida:

Kobo Store

Google Play

Amazon

Existe um projeto de fazer uma edição impressa de baixa tiragem, mas vamos ver, tô ainda pensando.

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Nocaute!

Eu tive um certo surto hoje com texto que vai abaixo. Nocauteado, li e reli diversas vezes entre 10 da manhã e 2 da tarde. Ele fez tanto sentido em mim que interditou o sentido do mundo pra mim.

Você encontra ele no Prosas Apátridas (Rocco, 2016, pp. 42 e 43), do Julio Ramón Ribeyro.

Perdido demais nessas letras

Pátrias Apátridas # 45 - 1 Pátrias Apátridas # 45 - 2

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Relembrar do Radiohead

ontem no domingo, o Radiohead botou disco novo no mundo. tenho uma ligação inexplicável com a banda que passa FROXO do bom-senso.

este ano, num impulso pós-separação comprei ingressos pro Primavera Sound (que o Radiohead é um dos headliners) e passagens pra Barcelona. daqui uns dias, vou pra lá ver qual é.

lembrei do show deles em São Paulo, o único da banda que eu vi, que é uma experiência intensa de presentificação pra mim (espero voltar a falar disso). O texto lá no Medium. clica no trecho inicial pra ir pra lá ler:

eu ainda morava em Curitiba em 2009. morava tanto que nem imaginava que um dia eu mudaria pra São Paulo. mas não é disso que saiu esse texto. eu queria entender como me senti OBRIGADO por mim mesmo em colocar umas palavras nessa lembrança que foi um show.

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Quando as coisas ficaram loucas e outros departamentos

em algum ponto as coisas desandaram, não sei bem onde, não sei o porquê. o insolente ano de 2016 me faz pensar lá da poeira que me ronda, que isso não importa.

evitei o quanto pude a autocomiseração (AKA mimimi), motivo do silêncio no blog. entre a última postagem e hoje fui demitido do meu emprego na Mauricio de Sousa (crise etc). esse emprego que me fazia levantar e ir lá pra Lapa trabalhar com texto era uma baita duma escora prum cara que tinha terminado um relacionamento de 10 anos (e mais um tanto).

agora que passo as tardes nesse apartamento mais caro que minhas economias podem pagar, não consigo fugir do desmanche da vida (e eu que me achava pronto pruma vida sem certezas).

tenho uma listinha num quadro com as coisas do dia e grande ponto de hoje foi conseguir comprar (na terceira tentativa) a resistência do chuveiro (que queimou). pra amanhã fica a promessa desse grande dia, quando uma resistência nova entra em ação.

é exatamente disso que eu tô falando.

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