Monthly Archives: Março 2011

Eu e a música [edição comemorativa]

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depois de tantas horas com as fitas, era exigido que eu destapasse as orelhas e ouvisse.

creio piamente em músicas, álbuns e bandas para fones, mas minhas convicções se expandiam.

eu podia experimentar as malditas senoides rítmicas em tempo real; eu podia ver (ouvir) shows.

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vi diversas bandas de Curitiba (muitas delas foram pra um mundo melhor – a memória), porque dividia apartamento – na época – com o Túlio, que – na época – era do ramo.

mais uma vez gostaria de dizer a favor da narrativa e apostar em histórias de bebedeira e mulheres bem rock’n’roll, mas não é a verdade. eu era só um ouvinte entusiasmado incapaz de romper o perímetro que separa banda e público.

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(embora uma vez tenha escrito uma letra, que o Túlio tocou e errou – sem mágoas)

eu não danço. não gosto (talvez porque não sei) e não sei (talvez porque não goste) de dançar.

se o faço, pareço o Thom Yorke, só um pouco menos torto.

eu fico parado, curtindo, longueando, saboreando aquilo tudo.

(escrevi um pouco sobre isso em um outro blog, de um show do ruido/mm)

eu saio dali, mas já volto. é um pouco de instinto em uma selva de razão.

eu entendo no cálcio o sentido de phew, for a minute there, i lost myself.

 

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Já viu o Universal Sigh?

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O Universal Sigh – um jornal de promoção do álbum King of limbs, do Radiohead – foi distribuído ontem em várias partes do mundo que não fossem a Amérikafka.

nada pessoal – parece.

mas pode ler aqui ó:

The Universal Sigh

de nada!

 

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um ou 01?

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liguei pro banco.

eu sei, pobre de mim.

eu precisava resolver alguma coisa muito chata. conste que te poupo dessa.

fui transferido de robô a robô.

como gostaria de falar com um ser humano.

será que eu gostaria mesmo?

passo meu tempo no videogame, um amigo cibernético, ou me encantando com vozes femininas bitilizadas em um aparelhinho.

reclamo justamente do “funcionário” que não vai achar meu nome estraho?

é injusto.

e o teleatendimento andróide é mais interessado em mim que o médico que fui semana passada, pra quem eu era mais um na fila.

pro robô, pelo menos eu sou mais 0001.

 

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Roteiro do Dico

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eis o roteiro que eu fiz pro Reinaldo desenhar.

o resultado vocês podem ver nessa outra postagem.

Dico – roteiro

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Eu vi Educação

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era quarta vez que víamos na locadora o Educação.

(aparte: curto locadoras, assim como curto bibliotecas. os espaços virtuais diminuem a chance do acaso. mas aquele acaso mais casual, de uma obra estar ao lado da outra só por ordem alfabética, ordem de lançamento, de chegada. uma lógica que dista das minhas escolhas e preferências anteriores – resumindo, o algoritmo dessa busca não e´aquele do gugou)

filme inglês, atores que não conhecíamos, diretora que não conhecíamos, roteiro do Nick Hornby.

assistimos até o final, como teimosia, tentativa. como esperança, até. algo podia melhorar.

 

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mas não aconteceu.

o filme não é de todo ruim. mas também não é nada bom.

não é tão ruim a ponto de você poder parar de se importar e rir (chamamos de ‘efeito Wolverine’).

e ao acontrário do que afirma Sidarta, o pior caminho foi o do meio.

as atuações são boas, a direção dá vai bem, a história até é boa, o cenário é a interessante Inglaterra da década de 1960, a trilha sonora é batuta.

a tempo: Hornby adaptou o roteiro a partir de um livro da Lynn Barber – que absolutamente conheço.

 

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peraí, qual é o problema do filme afinal?

é o tal do roteiro. há estrutura escolhida por Hornby não é boa, personagens que deveriam ser importantes somem e desimportantes brilham, as cartas são marcadas, não há surpresas.

todos esses elementos mantiveram a plateia – formada por Van e eu – longe do interesse pelos personagens e suas histórias.

depois que o clímax é feito, ainda sobre toda uma resolução longa e enfadonha, embrulhada em papel Disney.

ao final, a etiqueta de pior filme visto este ano.

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Eu falei na TV

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reportagem sobre quadrinhos da TV UFPR e palavra de um “especialista”.

tsc-tsc-tsc

apesar de eu falar de A metamorfose do Peter Kuper, a reportagem mostra a do Crumb, porque a Gibiteca de Curitiba, onde a bagaça foi filmada, não tinha um exemplar e eu esqueci de levar o meu.

ah: eu maniatado sou mudo!

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[+] eu e a música

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2000: esse é o ano que saí do meu quarto em Francisco Beltrão pra sala de aula universitária em Curitiba.

e, às vezes, pro meu quarto de pensão.

(seria glamuroso eu poder me pintar de anti-herói e inverter a setença, dizendo ter passado mais tempo no quarto da pensão – que seria suja e violenta – e menos na sala de aula, mas não seria verdade, tampouco meu desejo. e não, a pensão não era ruim, só era desinteressante.)

depois de passar em Publicidade, eu precisava viver em Curitiba. pra isso precisava de abrigo (pensão), alimentação (pensão + Restaurante Universitário), livros (biblioteca + xerox) e música.

equacionemos o problema:

pensão = quarto de pensão

quarto de pensão = eu + 3 indivíduos. logo, quarto de pensão diferente de som ambiente.

pelo teorema de Pavel, a solução é 2 X (fone de ouvido).

ou seja, em 2000 música + pensão = walkman.

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(não era tão pequeno, mas na época era a ideia de portátil)

após equacionado, o produto da solução era um walkman + 30 CDs.

foi preciso converter isso em momentos de 30 + 30 minutos – embora as fitas da BULK permitissem quase 33 de cada lado.

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gravei toda a Legião Urbana em fita.

Todo o Rage Against The Machine e todo o Radiohead.

e eu fazia o máximo de música cabver no mínimo de fita magnética.

(uma fita pródiga tinha metade do Evil empire no A e Cazuza ao vivo no B)

horas criando coletâneas improváveis e inadmissíveis até resolver fazer listas e fitas para alguéns.

a pequena caixa de música da Aiwa se alimentava de baterias AA e alimentava meus almoços e trechos, alimentava minha resistência as ‘mais pedidas da pensão’ e minhas leituras.

(ah, eu levava a literatura tão a sério naquela época)

eu ia com quilômetros de fita no meu bolso e uma trilha sonora à pilha na vida.

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Autorretrato de um ponto de fuga

a pintura aí é minha.

chamei ela de Eu sempre quis ver tudo. gosto de títulos longos.

fiz porque minha firma pediu pra cada funcionário pintar um quadro com seus “votos” pra 2011.

torta, pequena (mede uns 8 X 8 cm), com erros amadores. 

mas gosto dela. gosto tanto que mostro aqui. 

quero ver nela um olhar que me enxerga.

e vê através de mim um passado translúcido de um menino que sonhava cursar artes plásticas, aprender a desenhar, viver disso.

hoje escrevo e não desenho. nem reclamo.

mesmo.

gosto de fazer o que faço, do jeito que consigo. mas sinto falta de saber fazer isso aí de cima direito.

meus traços, que deveriam mirar pro futuro em seus votos corporativos, me contemplam o passado.

gosto disso.

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Clichê

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animação divertida sobre os clichês franceses.

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Mais eu e a músicas

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folheando as fitas, encontrei gravações telefônicas de meu primo para “brotos” e músicas estranhas.

larguei tudo lá.

na verdade, não. peguei as fitas de galanteio, levei na casa dos meus amigos de camiseta preta e gravei Pavilhão 9, Racionais MCs, Legião Urbana, Bob Marley e Ramones.

na mesma fita. se bobear, do mesmo lado A.

na sala, um amigo me emprestou fitas do NoFX e do Rappa.

as pessoas trocando CDs e eu com fitas de bandas que sequer gosto. era um anacrônico.

(lembro de puxar uma fita da mochila pra responder à pergunta na ficha do CEFET: qual seu estilo musical favorito?)

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(anos depois eu gravaria fitas pras pessoas, e então leria o Alta fidelidade e veria que aquilo fazia sentido pra mais gente. tentei gravar CDs, mas nunca funcionou comigo…)

a virada foi uma coletânea.

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por dentro, Queen. Bycicle Race, Bohemian Rhapsody, We Will Rock You, Crazy Little Thing Called Love, Fat Bottomed Girls.

e essa fita se desenrolou em amizades musicais, que me levou a mais fitas e mais músicas.

essa fita, em autoreverse, continua. apagada e regravada.

(quando precisei me mudar pra Curitiba, essa fita do Queen sobreviveu. mais tarde ela virou o Led Zeppelin IV)

em 1998, com 18 anos e com meu salário de estagiário, comprei um aparelho de som pra 3 CDS – o primeiro, e até hoje, único da casa de meus pais.

foi o fim do pensamento dicotômico A e B.

por enquanto.

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