Monthly Archives: Setembro 2015

Se a vida fosse listas de 100?

esses dias eu tava lembrando: quando comecei a escrever em blog, a conexão era discada (usava CD instalação do IG), eu nunca tinha tido meu próprio computador (laboratório de computação da faculdade) e eu escrevia muito sobre música (o que eu conseguia baixar, claro).

postar um vídeo de uma banda que eu gostava era conteúdo, era posicionamento ~cultural~. daí lembrei que naquele tempo eu fazia muita lista e muito texto inspirado em música.

esses dias tava indo pro trem e pensei se eu conseguiria escolher 100 bandas ESSENCIAIS DA MINHA VIDA NESSA EXISTÊNCIA POP E SEM SATORI QUE LEVO.

acho que meu eu de 2002 viajou no tempo e possuiu meu corpo.

“mas que bobagem, Lielson, coisa mané de se fazer: lista. aff…”

ai resolvi postar de 10 em 10. vamos lá?

show do Radiohead em SP. escrevi sobre ele

show de 1966 do Velvet Underground, só fineza

uma musiquinha dos Beatles. afinal… né?

Morphine corre pela espinha, né? (se discorda, pena)

Portishead evoluiu de Trepa Hop pra trepa eterna

Mogwai em uma celebração de cada célula do meu corpo e ossos (a Van espetacularizou sobre esse dia)

Sharon Van Etten: obsessão recente (songwriter crush de 2014)

Yo La Tengo banda velha que me flutuou através de 2013 com Fade

Mutantes é demais (até escrevi um livro baseado num disco dos caras)

 

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Filed under É meu, Música

Linha 7 – Rubi

os trens de São Paulo têm sua eficiência. o que eles não têm é suficiência.

mas rola umas histórias boas, me segue:

DIÁLOGO ROUBADO # 1

– mas então, eu fiquei mal com aquilo, quando vi aquele cara daquele tamanho chorando…

– mas também, que mais ele podia fazer, né?

– sabe o que ia me deixar mal, mas mal mesmo? se o luciano huck e angélica se separassem. pensa o que ia ser daquele filho deles?

CENA EMBLEMÁTICA DE UM SERIADO RELEVANTE (penúltima temporada)

tá lá um vendedor de chocolate (a partir daqui com maiúsculas). daí que o Vendedor de Chocolate fala alto, meio sem noção

“prestígio, chokito, é chocolate, é qualidade, É SÓ UM REAL. É DELÍCIA, É QUALIDADE, É SÓ UM REAL.”

um cidadão se irritou com o grito na orelha e “vai gritar pra lá, ô folgado. carioca do caralho.” daí que o Vendedor de Chocolates disse “eu não sou carioca” (parecia ser, na real), “eu sou BRASILEIRO. EU E MAIS 170 MILHÕES!” nada de sou-brasileiro-com-muito-orgulho-com-muito-amoooor (pensei que ia ter uma empolga do povo, mas acho que bateu o a depressão pós-trampo).

O Cidadão devolve “eu sou paulista, aqui é paulista. que que um carioca tá fazendo aqui?”

“TÔ VENDENDO CHOCOLATE.”

“AQUI É PAULISTA” (ele realmente tava bitolado com essa ideia)

“Tu não é paulista…”

“sou! nascido e criado aqui!”

“e teu pai?”

“veio da Bahia. MAS EU NASCI EM SÃO PAULO!”

“MOREI 15 ANOS NA BAHIA! DÁ UM ABRAÇO AQUI.”

o populacho aplaude o que poderia ser um fim sereno/fofo pro embate que se arrastava há 3 estações, mas O Cidadão recusou o abraço.

“VAI TOMAR NO TEU CU, CARIOCA DO CARALHO”

“senhor, a gente é tudo brasileiro: morei 20 anos no rio, 15 na Bahia, tô há 10 em São Paulo…”

“aqui é paulista” (sim, ideia fixa e falta de argumentos, eu sei)

“o senhor não quer um chokito pra adoçar a boca?”

o trem chega na estação da Luz.

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Filed under A gente tenta, it's the real life?, metrô