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Relembrar do Radiohead

ontem no domingo, o Radiohead botou disco novo no mundo. tenho uma ligação inexplicável com a banda que passa FROXO do bom-senso.

este ano, num impulso pós-separação comprei ingressos pro Primavera Sound (que o Radiohead é um dos headliners) e passagens pra Barcelona. daqui uns dias, vou pra lá ver qual é.

lembrei do show deles em São Paulo, o único da banda que eu vi, que é uma experiência intensa de presentificação pra mim (espero voltar a falar disso). O texto lá no Medium. clica no trecho inicial pra ir pra lá ler:

eu ainda morava em Curitiba em 2009. morava tanto que nem imaginava que um dia eu mudaria pra São Paulo. mas não é disso que saiu esse texto. eu queria entender como me senti OBRIGADO por mim mesmo em colocar umas palavras nessa lembrança que foi um show.

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Tem alguma coisa rolando: R.Nott Magazine

N. 8, Mark Rothko (1952, óleo sobre tela, 1,73 x 2,05 m)

N. 8, Mark Rothko (1952, óleo sobre tela, 1,73 x 2,05 m)

Ano passado fui convidado pelo pessoal da R.Nott Magazine pra escrever uma coluna sobre música, na sessão deles chamada RUÍDO. Já que sou fanzoquinha do ruído/mm e do Merleau-Ponty, juntei tudo, embolei e fiz uma divagação sobre música pop instrumental. Ó o comecinho da parada aqui:

   Há quem não goste de filmes com câmeras paradas e sem pressa, há quem não goste de quadros com manchas que não se parecem com pessoas, há quem não goste de livros de linguagem inconstante. Não entendo esse povo, mas beleza, cada um do seu jeito e seguimos.

           Mas de quem não gosta de música instrumental… bem, nesse caso, sou obrigado a ter pena mesmo. Nem vou falar de sinfonias e esses lances maneiros de música erudita visto que NÃO DOU CONTA, tô pra te falar de música dita pop, mais especificamente do dito post rock, que trato como a trilha sonora do dito tudo.

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           É, tudo. Ponto. Trilha motivadora pro trampo mala, som de fundo pra escrever sobre música, companheira sonora do trem e, maior até que o tudo, alma do fone que me salva das conversas que não quero ouvir.

           E se você não quer ouvir, tá justo, tá correto, tá bonito, um (vamos dizer) ruído/mm (OUÇA AQUI http://www.ruidomm.com/) pode salvar sua vida. Aliás, este texto saiu de um processo de ouvir os discos da banda em looping até tudo perder o sentido e começar de novo a fazer sentido.

           Eu não sei se é besta dizer que não saber sobre o que escrever (filosofia + música), ou seja, o que me deixou sem palavras, me fez pensar em música instrumental.

           Embora a falta de palavras possa ser uma quebra de comunicação, a música instrumental sai em movimento contrário, criando uma bomba de sentidos e significados pela não-palavra. Sim, porque oIntrodução a cortina do sótão está entupido de não-palavras. Feche os olhos e veja.

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          Eu sei que o acordo ortográfico mais recente do português prevê não-hífen em “não-palavra”, mas eu gosto assim. Eu olho pra ela e fico bem. Me deixa.

O texto completo pode ser lido aqui, no site da R.Nott.

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Ouvido: A love supreme

Tem um projeto daqueles geniaizinhos no Sesc Pinheiros aqui em SP: audições históricas. Rola de convocar músicos fodões para tocar inteiro e na ordem um disco de jazz clássico.

Sexta, dia 19, eu fui lá pra A love supreme, do John Coltrane, interpretado por um quarteto (baixo, piano, sax e bateria). Não sou conhecedor de jazz e nem músico pra falar de MODO TÉCNICO sobre o que rolou, mas tenho uma relação muito louca com música, e posso dizer o que pessoalmente penso ter sentido.

Música é muito importante pra mim, tanto que é difícil, sei lá,  ler enquanto ouço; eu meio que me presentifico na canção, eu lhe entrego minha atenção (algumas vezes a proposta é me influenciar por um disco e escrever, que nem faço agora). E já que música é obviamente abstrata, sem aquela falsa imagem de concreto que a palavra vende existir, então, andar por uma canção é um caminho novo a cada audição, não tenho mapas ou memória espacial dos discos que amo.

Não tenho nenhuma relação especial com A love supreme, além de ser um disco que gosto muito e bom de doer as bochechas, mas sentir (não se trata mais de audição) ele ao vivo, com  vibração das notas ali pertinho, é comovente.

A gente ouve em casa e no trabalho e tudo, mas o jazz foi feito praquilo: indivíduos se pondo em instrumentos diante de estupefatos. É simples até.

Eu fechei os olhos e circulei pela melodia, PRESENTE, ali, sem fazer outra coisa; meu passado me empurrou ali, meu futuro, sei lá; ali, aquela música. Sentia como quando medito bem, um calor, um foco, uma lucidez mental e até um certo deslumbre tátil pelos braços. Ao final, claro, estava exausto: a música exigiu de mim, eu dela, nos entregamos até onde pudemos.

Foi auspicioso.

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Falei com o ruído/mm

O Sergio Chaves e a Lídia Basoli, responsáveis pela Café Espacial , me convidaram pra cuidar da seção de música da edição 13 (dezembro de 2014). Sugeri uma entrevista com o ruído/mm, uma das minhas bandas favoritas de post rock e todo mundo topou (cafés e ruídos). Segue abaixo as páginas dessa entrevista.

Mas antes, acho necessário falar um pouquinho do processo da coisa. A música do ruído/mm é uma sobreposição de camadas de timbres e feitos e tentei emular isso colando diversos discursos. Pesquei resenhas sobre os discos, entrevistas que eles deram, a entrevista que fiz e minha própria memória de fãzoca da banda.

Pra ouvir, vai no site dos caras que rola baixar os 4 discos por lá e de graça.

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Se a vida fosse listas de 100?

esses dias eu tava lembrando: quando comecei a escrever em blog, a conexão era discada (usava CD instalação do IG), eu nunca tinha tido meu próprio computador (laboratório de computação da faculdade) e eu escrevia muito sobre música (o que eu conseguia baixar, claro).

postar um vídeo de uma banda que eu gostava era conteúdo, era posicionamento ~cultural~. daí lembrei que naquele tempo eu fazia muita lista e muito texto inspirado em música.

esses dias tava indo pro trem e pensei se eu conseguiria escolher 100 bandas ESSENCIAIS DA MINHA VIDA NESSA EXISTÊNCIA POP E SEM SATORI QUE LEVO.

acho que meu eu de 2002 viajou no tempo e possuiu meu corpo.

“mas que bobagem, Lielson, coisa mané de se fazer: lista. aff…”

ai resolvi postar de 10 em 10. vamos lá?

show do Radiohead em SP. escrevi sobre ele

show de 1966 do Velvet Underground, só fineza

uma musiquinha dos Beatles. afinal… né?

Morphine corre pela espinha, né? (se discorda, pena)

Portishead evoluiu de Trepa Hop pra trepa eterna

Mogwai em uma celebração de cada célula do meu corpo e ossos (a Van espetacularizou sobre esse dia)

Sharon Van Etten: obsessão recente (songwriter crush de 2014)

Yo La Tengo banda velha que me flutuou através de 2013 com Fade

Mutantes é demais (até escrevi um livro baseado num disco dos caras)

 

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O lado Obladi-obladá

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a pior música dos Beatles.

embora, pra  mim, a suada de brega And I love her seja pior. mas partamos dum certo consenso beatlezento de que Ob-la-di ob-la-da é a pior música dos Beatles.

mas peraí: Ob-la-di ob-la-da não é exatamente ruim. é possível cantar junto, pular e ser feliz por 3 minutos e 8 segundos. claro, ela pode trazer bons momentos, mas nunca vai deixar de ser ob-la-di ob-la-da.

é tipo o seu amigo que come de boca aberta. não é legal, mas ele conta boas piadas de estética enquanto come. toda a filosofia envolta em feijão, arroz e alface. não esvazia as afirmações, pelo contrário, as preenche de grãos mastigados.

ou seja, é ruim, mas você se lembra de algo bom e se bobear já canta a música no ônibus da volta pra casa.

não há dúvida, ob-la-di ob-la-da tem seu garbo.

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mas continua ruim. é indissociável desta canção ser boa e ao mesmo tempo boba. e isso a torna a música mais humana dos Beatles.

nós temos isso: sabemos ser batutas e, exatamente por isso, somos também intratáveis e misteriosos vilões. nós somos obladi-obladazados.

carregamos um afinado e harmônico lado obladi-obladá, que renegamos ao fundo de nós. é preciso entender essa letra, e decorar essa melodia, é preciso subir no palco e encarar a plateia.

eu nunca confronteim inha parte obladi-obladá, mas já assumo a diversão que ela proporciona. foi divertido cantar alto no meio do show do Macca ano passado: “laifi gouzon-bra-lalalalalaifi gouzon”.

afinal, a vida segue e é preciso engrandecer o coro.

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Mais uma lista de Beatles

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já foram as originais, os covers, ignorei as versões e agora vai 5 bandas derivadas dos Bitôus. olha só:

essa foi bem popular: o Beatallica. junte Beatles e Metallica. simples assim.

este é, na real, um mashup dos Fab Four com Beastie Boys. mas ficou batuta. Os Bestles.

estes eram os Beatles dos desenhos animados, Os impossíveis.

os genial Ruttles, uma paródia fantástica dos Beatles – tem uns Monty Python envolvidos.

e como tudo fica melhor com zumbi, o alho poró da cultura pop, Zombeatles.

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Outra lista (mas ainda de Beatles)

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nessa semana de empolgação com os bizorros de Liverpool, vamos com covers tão bons quanto os originais – ou até melhores mesmo, mas fala baixo.

uma óbvia

uma obrigatória

uma do I am Sam

uma porque a Van sugeriu

uma porque é suja e agressiva

 

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Uma lista (quanto tempo)

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aproveitando a empolgação com o show do Paul, vai aí um top 5 Beatles, válido por 2011 (ordem variável):

Hey, Bulldog

Something

While my guitar gently weeps

A day in the life

Tomorrow never knows

agradeçam a EMI por não permitir o uso dos vídeos embedados em site. deve ser isso que eles chamam de pirataria.

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continuem assim, campeões.

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Something in the way

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fui no show do Macca no domingo.

tenho tanto pra falar sobre o show, que não consigo.

topicalizo:

– foi demais

– tocou 2 do meu top 5 Beatles.

– foi foda

– as músicas mais batidas, são as mais fodas ao vivo.

– ouvir o cara falando “usei esta guitarra pra compor Paperback writer. vou tocá-la pra vocês” foi foda demais.

– foi tudo certo.

– 24 horas de ônibus valeram a pena.

– aquilo ali foi lindo:

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