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Os ciclos produtivos das HQs brasileiras #2

O Ramon Vitral, responsável pelo Vitralizado, bolou com a Dani e o Douglas da Ugra um curso muito massa sobre o cenário atual dos quadrinhos brasileiros, focado nas etapas de produção. Aqui tá tudo bem explicadinho. A primeira edição já foi e essa é a segunda, mas boto fé que vai ter uma terceira.

Sábado, dia 5, Guilherme Kroll (da Balão Editorial) e eu fomos convidados a falar sobre a perspectiva dos editores. Já participei de outras mesas com o Guilherme e tenho certeza que vai ser bacanoso.

Depois faço um resumo aqui de como que foi lá.

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Eu na Bienal de Quadrinhos de Curitiba

volto pra propagandear (tua formação não te engana, rapá): sou um dos convidados da Bienal de Quadrinhos de Curitiba e vou mediar 3 mesas e participar de 1.

Sexta-feira

14h – Quadrinhos Silenciosos
Mediação: Lielson Zeni
Troche, Lucas Varela, Rafael Sica, Alexandre S. Lourenço, André Ducci

[tema que me interessa especialmente este]

18h – Cadernos De Viagens
Mediação: Lielson Zeni
Tiago Elcerdo, Guilherme Caldas, André Caliman, Power Paola

[tipo de produção que adoro]

20h – Quadrinho, Gênero e Diálogo
Mediação: Lielson Zeni
Maria Clara Carneira, Laerte, Adão Iturrusgarai, Pochep Phillipe

[depois do livro da Mandy, tô pronto pra essa (outra hora eu conto)]

Domingo

11h – Jornalismo, Quadrinhos e Redes Sociais
Mediação: Heitor Pitombo
Mariamma Fonseca, Lielson Zeni, Ramon Vitral, Vitor Marcello

[Ramon e eu vamos falar um pouco sobre o próximo prêmio Grampo]

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Tem alguma coisa rolando: HQ Visita

Visita-topo

Mais uma HQ em parceria com o Diletante Profissional, Zé Oliboni. Lá embaixo aquele blablablá de onde surgiu a ideia etc.

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Tem alguma coisa rolando: HQ 18m²

18m2 - topo

Segue abaixo mais uma HQ em parceria com o Zé Oliboni, do Diletante Profissional. Lá embaixo, como de hábito, falo um pouco sobre a construção da história.

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HQs de fevereiro

Durante o mês, reúno no Tumblr Na Sarjeta as HQs que leio e aqui, reúno tudo de uma vez. Também estou na lista de Melhores do mês do Universo HQ.

O desenho de Salvador Sanz é um espetáculo, mas Angela Della Morte não me empolgou. Não que tenha algo muito errado, mas faltou aquele a mais que leio em Noturno, por exemplo. Aliás, nada a ver, o Sanz disse numa mesa de debate que Noturno é sobre o sonho que nós todos temos de voar.

Adoro o desenho da Samanta Floor e acho o Diogo Cesar um excelente roteirista de narrativas no padrão clássico. Chance poderia virar um HQ dramática, de terror e até de super-herói, mas bem no fim é sobre pessoas fazendo más escolhas.

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Tem alguma coisa rolando: HQ Feliz natal

Mais uma HQ em parceria com o diletante profissional Zé Oliboni. Lá embaixo aquela papagaiada de sempre sobre o roteiro da HQ.

Feliz natal

***

O Zé me sugeriu que fizéssemos ma HQ temática pro natal (depois faríamos uma de carnaval também). Pensei um pouco sobre o consumo, mas descartei porque essa é a primeira ideia sobre natal depois de alegria e paz entre os humanos. Lembrei do nascimento de Cristo, com aquela violência de morte de primogênitos e da via Crucis com toda a tortura que ele sofreu até a crucificação. Pensei numa chave irônica, pesquisei um pouco e encontrei um discurso do Obama desejando feliz natal e ano-novo e anunciando a retiradas das tropas norte-americanas do Iraque. Peguei o discurso, recortei como me calhou e sugeri ao texto macio um espancamento com crucificação. Não  gostei muito da fonte, mas ela conversa com cartão de natal e ela diferencia a voz do Barack da de Michelle. Ó o roteiro, ainda com o discurso em inglês (rolou um certo empenho na edição da tradução de alguns trechos e consumiu bastante tempo).

Primeira coisa: letras diferentes pro presidente e pra primeira dama. Eu posso fazer isso. Os nomes presidente e primeira dama não serão usados (estão no roteiro só pra marcar que as fontes serão diferentes). Pensei tudo em roupas contemporâneas, sem usar cor de  pele.
THE PRESIDENT: Hello everybody, and happy holidays.
Um homem é empurrado no chão, com as roupas rasgadas e a testa sangrando (coroa de espinhos, mas ele tá sem ela).
THE PRESIDENT: That’s the same spirit of giving that connects all of us during the holidays.
Vários homens chicoteiam um cara caído que não se vê

THE PRESIDENT: So many people all across the country are helping out at soup kitchens, buying gifts for children in need, or organizing food or clothing drives for their  neighbors.
O chicoteamento continua, mais intenso.
THE PRESIDENT: For families like ours, that service is a chance to celebrate the birth of  Christ and live out what He taught us
O homem no chão tenta levantar
THE PRESIDENT: – to love our neighbors as we would ourselves; to feed the hungry and look after the sick; to be our brother’s keeper and our sister’s keeper.
Em pé, ele é estapeado
THE PRESIDENT: to be our brother’s keeper and our sister’s keeper.
É agarrado pelos homens e posto em pé, mas ele não tem forças.
THE PRESIDENT: And for all of us as Americans, regardless of our faith, those are values that can drive us to be better parents and friends, better neighbors and better citizens.
É arrastado meio em pé, meio caído, pelos homens.
THE FIRST LADY: So as we look to the New Year, let’s pledge ourselves to living out those values
Homens martelam homem na cruz, visão distante. Vemos todos os caras na cena.
THE FIRST LADY: by reaching out and lifting up those in our communities who could use a hand up.
Cruz é levantado pelos homens
THE PRESIDENT: So Merry Christmas, everyone.
Crucificado em destaque.muita dor.
THE FIRST LADY: Happy holidays everybody, and God bless.
Close no crucificado, que olha pra cima e fala: Por que me abandonou?

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HQs de janeiro

Pretendo fazer uma postagem regular por aqui, sobre as HQs que li no mês anterior. Se alguém se interessar em acompanhar, eu posto neste Tumblr (o Na Sarjeta)  conforme leio. Nada de melhores do mês, como no UHQ (lista de que participo).

Eu reli o Apocalipse Nau (Nós), do Guazzelli (meu favorito de 2015) e ele continua a encher meu coração. Não vou falar muito porque vai ter textão no Balbúrdia daqui uns dias.

Gostei demais do  Viva a revolução! (Veneta), do Crumb. É desse gibi que saiu umas das imagens (talvez as duas) usadas pelo MPL autorizadas pelo autor. É uma coletânea muito redonda e o texto introdutório do Rogério de Campos é ótimo.

Sou apaixonado pela obra do José Carlos Fernandes desde que li A pior banda do mundo (Devir). Quando descobri esse livro dele de 2004, Um catálogo de sonhos (Devir), já comprei sabendo que ia adorar.  O clima onírico abençoado por uma narrativa borgiana garantem tudo. Fizeram um curta dessa HQ e este é o trailer.

Demorei muito pra conhecer esse personagem. Gostei tanto de Concreto – nas profundezas (HQM) que penso em importar o resto caso a HQM desista de publicar. Ele é um cara com poderes que não é nem um altruísta como os heróis da era de ouro e de prata, nem um rancoroso e violento anti-herói pós-Cavaleiro dastrevas/Watchmen. Concreto é um cara normal preso num corpo que lhe dá alguns poderes. Tudo isso saiu da cabeça do Paul Chadwick na metade dos anos 90.

A grande cruzada v.1 (Devaneio) é o primeiro lançamento de várias páginas do talentoso Theo Szczepanski. A arte é muito boa e aqui já começa um porém: a edição tinha de ser maior, pra dar mais visibilidade ao desenho. A trama é muito interessante e a costura disso com nossos dias é muito inteligente. Meus dois outros poréns são com a capa (sem desenho do Theo) e a fonte usada na maior parte da HQ, que podia ter sido mais bem pensada (a página acima é um exemplo do bom uso da fonte).

A Miss Marvel – Nada normal (Panini)é um bom gibi de super-herói, como os gibis de super deveriam ser, com aventura, humor e licenças ao mundo real. O a mais aqui é a protagonista ser muçulmana e viver nos EUA. Do meu ponto de vista de infiel do islã, a coisa parece respeitosa, mas não sei como um crente de Alá veria a HQ. Outra HQ de super-herói que achei bem boa por ser super, mas é fraca por ser Ellis, é Cavaleiro da lua (Panini). O que mais gostei é que o encadernado traz 6 HQs que são independentes entre si.

Em Groo vs Conan (Mythos) só fanfarronice com o encontro dos dois bárbaros que importam. Se você já leu um Groo, leu todos e apesar do Conan, o gibi é do Groo.

Quando a noite fecha os olhos e Que Deus te abandone (ambas do Sesi) são dois roteiros do André Diniz. No primeiro arte de Mario Cau; no segundo do Tainan Rocha. Nenhum dos dois me pegou muito, na verdade. O primeiro achei excessivamente dramático caindo em um apelo sentimental que não gosto, apesar de tratar de um tema fundamental de aceitação de orientação sexual e tudo. Já no Que Deus te abandone, eu não comprei o jogo da escolha moral que guia a trama, mas arte do Tainan é muito competente.

Voltamos aos super-heróis com os 4 volumes de Stormwatch (Panini). A arte é nojenta em metade das HQs, mas o roteiro do Ellis é a semente do começo das HQs de super da primeira década do século 21. Stormwatch gerou a Authority que gerou a Supremos que gerou à Marvel no cinema que gerou a DC  no cinema que gerou aos gibis de linha de novo. Não tô falando que isso é bom, mas Stormwatch vale a leitura pra quem curte o gênero. Mesmo que na última parte o crossover WildCATS vs Aliens (!!!!) não tenha sido publicado o que presenteia os leitores com uma baita lacuna, do tipo: mas péra, eles morreram, como?

Volto em março com essa sessão aqui.

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Tem alguma coisa rolando: HQs [Eterno retorno]

Prometi ir postando aqui todas as HQs da minha parceria com o Zé Oliboni, então, vai aqui a inaugural (falo um pouco sobre o roteiro dela lá embaixo):

Eterno retorno 1

Eternal return 2

Eternal return 3

Eterno retorno 4

****

Essa ideia de alguém perseguido por um monstro que sadicamente vai embora e deixa no ar um “volto quando eu quiser te debulhar na porrada” é o centro do primeiro roteiro de HQ que fiz (acho que isso foi em 2006), mas nunca tinha achado o texto correto pra ele, por imageticamente eu tinha resolvido.

na primeiríssima versão eu decupei quadro a quadro com diversas transições e tal, mas não tinha nada de ameaça ali. deixei a história fermentando e toquei a vida.

Quando o Zé me convidou pra roteirizar algumas HQs curtinhas pro Diletante Profissinal, resgatei essa trama básica, sugeri os enquadramentos, discutimos sobre o ambiente e lutei com a frase palavra a palavra. A coisa só foi quando eu cheguei nessa ideia de pergunta e resposta, como se alguém contasse um pesadelo recorrente. Não sei se esse texto que taí é o melhor, mas é o melhor que consegui e me parece suficiente. Já o título veio de uma ideia de circularidade e repetição que evoca o ciclo de Vico que só conheço via Finegans Wake, portanto, não se espante se não corroborar  as ideias do Vico.

Segue o roteiro:

Página 1 – pensei nos 2 primeiros quadros menores, o terceiro e o quarto grandes e paralelos.Este texto entra onde ficar mais bem diagramado, mas o quanto antes, melhor: “Você tem medo de morrer?”

Quadro 1 – close no olho da personagem
Quadro 2 – o rosto da personagem inteiro
Quadro 3 – corpo inteiro da personagem correndo com um vulto ao fundo
Quadro 4 – personagem olha pra trás, apavorada

Página 2 – vários pequenos quadrinhos pequenos

Quadro 1 – a personagem corre e ao fundo percebe-se um monstro
Quadro 2 – enfoque nos pés dela
Quadro 3 – bate o braço numa parece
Quadro 4 – pula um muro e arranha a perna
Quadro 5 – rosto arfante, com pouco ar
Quadro 6 – personagem cai e sangra o joelho
Quadro 7 – Presença monstruosa, mas indefinida
Quadro 8 – personagem olha pra trás
Quadro 9 – personagem corre

Página 3 e 4 – se achar que vale segurar o andamento, inclua outros quadros. Sugiro quadros horizontais.

Quadro 1 – personagem dá de cara com uma parede
Quadro 2 – o monstro se aproxima
Quadro 3 – close nos olhos fechados
Quadro 4 – preto
Quadro 5 – a sombra d agarra se afastando e a testa com um filete de sangue escorrendo
Quadro 6 – olhos abertos com o sangue chegando aos olhos
Quadro 7 – um vulto em meio às sombras e uma garra que reluz
Este texto entra bem no final da última página: “Meu medo é que ele não me mate nunca.”

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Tem alguma coisa rolando: BMA

e, para surpresa total de um Lielson de 16 anos, eu sou um dos ganhadores de um concurso de mangás. cinco histórias foram escolhidas e serão publicadas pelas editora JBC até o final deste 2014 (não confundir com nenhum outro 2014).

(é, eu tive um momento d avida em que resisti aos mangás, porque aquilo era estranho, tinha uma lógica diferente das HQs de super-heróis que eu lia – que eu considerava canônica – e etc. hoje, acompanho mangás mensalmente e nenhum título de super-herói. acho importante sentir vergonha do passado às vezes. gera uma esperança de que as coisas mudaram.)

eu fiz o roteiro de Crishno, o escolhido e o Francis desenhou 32 páginas de um história de muita ação que brinca com um dos clichês de aventura: a predestinação e a ajuda externa. acrescentamos nisso um pássaro que faz comentários sacanas e mostra pros leitores fragilidades da construção narrativa. espero que você riam quando lerem. e espero que vocês leiam.

o Francis é um piá talentoso (atualmente tá publicando uma HQ chamada Maldita Karen) e já trabalhamos juntos numa HQ pra Café Espacial e em um São Paulo S/A. estamos engatilhando um projeto pra postar na rede mundial de computadores que tem, provisoriamente, o título de Palo Alto (provisório) – o título talvez tenha de ser mudado por motivo de: James Franco.

mas isso é outra história. feliz da vida em ter mais essa publicação neste ano. mas das outras eu falo mais pra frente.

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Caixas de papelão

nasci no interior, em Francisco Beltrão.

é, Beltrão é uma cidade ali do sudoeste paranaense com pesada influência gaúcha, com menos de uma centena de milhares de habitantes, com um cinema, umas duas livrarias de “volta às aulas” e duas bancas de jornal. entre outras coisas da vida, foi ali que conheci os gibis (eu lia todos eles: Disney, Mauricio de Sousa, Recruta Zero, Luluzinha, Tex, Zagor, Conan e, os meus favoritos na época, super-heróis).

eu tinha direito a comprar tantos dinheiros (a moeda brasileira na época trocava mais de nome do que programa do SBT) em HQs por mês — foi um bom acordo com minha mãe na época da inflação medonha que mordia as ancas brasileiras semana a semana.

(vale dizer que na época as HQs mensais de heróis tinham o mesmo tamanho das revistas da Mônica de hoje – o tal do formatinho)

mas nem só de consumo eu engordava minha coleçãozinha, afinal, doações sempre eram bem vistas pelos chanceleres da Lielsonlândia. eu lembro de passar horas relendo aquelas histórias e traçando novas relações que ou estavam no roteiro por acaso, por descuido ou só não estavam.

as HQs ainda inspiravam poucos filmes (um Conan, outro Super-HOMEM), mas a programação completa dos megaeventos dos bonecos dos Comandos em Ação da rua Alagoas, 857 tinha vindo das revistinhas.

(esses bonecos deixavam de ser “brinquedos militaristas americanos” pra se tornarem aventureiros multidimensionais, em crossovers com playmobils e bonecos de plástico sem movimento, bonecos do Rambo e He-Man, numa harmonia étnico-bonecal de encher as tardes infantis. todos esses heróis eram equipados com novos dispositivos criado por durex e papel alumínio.)

depois de me formar em Pato Branco, cidade rival com ensino técnico federal (atual UTFPR, eterno CEFET) e tentar trabalhar de eletricista no Rio Grande do Sul, entrei numas de fazer Publicidade e me mudar pra Curitiba. Daí, passei na UFPR e me fui pra Curitiba em 2000, onde fiquei até 2011, quando vim pra SP.

ou seja, na casa dos meus pais (que já chamei de minha casa) estão todo o material da minha infância. espalha-se por dentro e sobre armários, embaixo de camas e até, insensatos pais, do lado de fora. a infância que fui (sim, porque se tem um relógio ou um ventilador; a vida “nós somos”) está compactada em caixas de papelão.

a cada visita aos meus pais nas férias, eu relia uma ou outra, tirava o pó matava traças e ia pra minha vida de hoje. ano passado estava decidido a vender o que desse no Mercado Livre ou doar pralguma biblioteca. mas espera um pouco, já volto pra cá.

eu trabalho na Mauricio de Sousa Produções, no editorial. e quando minha mãe comenta isso com outras pessoas, muita gente pede autógrafo (do Mauricio, claro!). dessa vez, levei algumas revistas assinadas pelo chefe. uma delas era prum menino chamado Alan (ou Allan, não sei). e piá me aparece na casa dos meus pais bem no dia em que comecei a mexer com aquela infância.rar.

ele me disse que gostava muito de HQs e que tinha 27 gibis. 27? só isso?

pensei em lhe dar mais alguns da minha antiga coleção e dar uma anabolizada no repertório de HQs dele. o Alan surtou quando eu comecei a trazer os pacotes com as revistas. depois de um toque esperto da Van, resolvi passar minha “herança” toda pra ele (imagino que umas mil revistas) (o pai do garoto precisou buscá-lo com um carro, que nós lotamos o porta-malas). o Alan tava bem feliz, ele não se continha de agitação, corria pra lá e pra cá: ele agora tinha uma coleção de HQs! eu olhava pra ele e sabia exatamente o que era aquilo.

se eu já tô um pouco longe dela, que minha infância vá ser com o Alan. que a infância que ele É seja tão feliz quanto a minha foi com aquela pilha de papel colorido. que a minha infância saia de caixas de papelão e continue mais um pouco por aí.

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