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Avulsinho 7

 

Sonhei que via aquela sua amiga, nua e usando um cobertor como capa. Ela balançava a cabeça no ritmo de uma canção que não tocava (algo como Grace). Me deitei com ela sobre o cobertor e antes de nos beijarmos, vi pela janela um filhote de gato na neve e o deixamos entrar.

Acordei e fui até janela pra sentir o vento do verão, quando olhei pra cama, vi a marca que as tuas unhas vermelhas deixaram na parede branca.

 

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Tem alguma coisa rolando: Texto na Gazeta do Povo

Ontem saiu na Gazeta do Povo de Curitiba uma matéria sobre o filme Batman vs Superman e me convidaram pra fazer um textinhinho de um futuro distópico em que Donald Trump é presidente dos EUA e o Superman seu cupincha.

O texto pode ser lido AQUI.

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Avulsinho 6

 

Baudelaire recolhe o baralho da mesa e o enrola num pano de cetim vermelho.

– Ei, senhor, antes de se ir, poderia, por gentileza, ler as cartas para mim?

– Desculpe, senhor, mas só as leio para mim mesmo.

– Mas, senhor, isso é possível? Ver seu próprio futuro?

– Não, não é. Leio cartas difusas que mostram algo que não virá e mantenho a surpresa da vida.

 

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Avulsinho 5

 

De repente, me dou conta que caio e fecho os olhos. A massa de ar no rosto me pergunta em que velocidade estou; grãos arranham meu braço; a boca seca; a testa lateja. Abro os olhos: continuo caindo e há outros comigo. Todos que conheci estão em algum ponto da queda; eles e muitos que nunca vi. Alguns tiveram a boa ideia de gritar; vou com eles até perceber que não há chão para abraçar.

 

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Avulsinho 4

 

Somos um sitcom para os budas, que riem como prova de sua compaixão.

 

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Avulsinho 3

Sonhei que lia um livro que já reli. O texto era o mesmo do livro que existe e eu sorria e me sentia feliz, pois ler aquilo me reconfortava tipo ouvir a piada recorrente de um amigo que há tempos não vê. Acordei e o texto estava tatuado no meu braço.

O braço é meu, a frase do Joyce e o trampo do @andrecostatattoo

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Avulsinho 2

 

Nado em palavras e mais nada.

 

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Avulsinho 1

 

Sou um coadjuvante de uma fanfic escrita por Deus sobre um cara que nasceu no interior do PR e hoje mora em São Paulo.

 

 

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As garotas sujas

eu parei uns minutinhos minha vida de sempre, fui ver um vídeo e caí no anos 1990. melhor: eu voltei a entender como essa década existiu e como foi estar lá. de resto só posso dizer que gostaria de ser amigo, namorado, pega, de ter sido uma das dirty girls.

e não, o vídeo não se trata de meninas safadas derretendo de tesão por você, mas de um grupo feminista adolescente norte-americano. vê aí:

Pra ver com legendas em português, mas com qualidade de resolução inferior, por aqui.

é um trabalho de 1996 de Michael Lucid, bastante amador, com uma captação de imagens ruim, mas que expõe um momento maravilhoso daquela década. depois de ver o filme eu fui ouvir o Nevermind inteiro, ler as letras. tudo fazia sentido. o grunge e as camisas xadrez no armário ainda faziam sentido.

mas a real é que provavelmente não teria o culhão dessas gurias e estaria lá, do outro lado, falando sobre elas. minha máxima autocondescendência permite dizer que eu elogiaria alguma coisa ou outra, mas nunca passaria pro lado de lá, o lado das dirty girls. onde eu gostaria de ter estado quando penso nisso hoje.

de que lado será que eu estou hoje? me alivio dessa, e deixo o minidoc como um PS pra Lena. elas fazem o que fazem não é pra ser cool, é porque elas podem.

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