Barcelona dia 7

No qual nosso protagonista sai de casa.

Mesmo acordando tarde, eu fiz o dia caber, pois um único museu dos 6 do articket abre na segunda, o lindoso MACBA. Almocei o que sobrou do macarrão de domingo, fui até o metrô mais perto, comprei um passe de transporte público T-10 e me mandei pra lá.

Desapeei do metrô em Universitat e logo cheguei no MACBA. Comprei o passaporte dos museus e me fui. O museu tava com duas exposições gigantes e minhas 3 horas lá dentro não deram conta. Uma é a retrospectiva da Andrea Fraser, artista dos EUA que pensa o valor do museu e da arte a partir da própria vida. Ela causou polêmica com uma performance em que vendeu sexo e a primeira cópia da fita prum colecionador. Como Fraser é performer, são muitas, muitas horas de vídeos – alguns gravados no Brasil até. Umas reportagens pra Cultura durante 24 Bienal de arte de SP.

A outra exposição é um apanhado de diversos artistas com influência do punk. Coisa fina! Entre MUITA coisa boa, dá pra por um neonzinho em Basquiat e uns originais do Raymond Pettibon <3.

Com tanta atitude e arte performática como inspira, na volta passei no mercado comprar elementos sanduichantes e na Primark pra comprar 17 pares de meias coloridas.

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Barcelona dias 5 & 6

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O dia depois do Radiohead foi aquele trabalho de juntar pontos flutuantes na minha cabeça. Me emocionei pra caralho e até chorei no show (eu, Cuca). Cheguei tão daquele jeito que dei a mãe das topadas num degrauzinho da sala, com bônus de sangramento e dedo roxo – estamos acompanhando.

No sábado era dia da Anfitriã em casa, então demos uma volta pela Diagonal e eu comprei uma bermuda, porque só tinha vindo com uma. Voltamos pra casa, comemos burritos e me mandei pro último dia de show no Pàrc del Forum.

Pelo cansaço acumulado (AKA idade) e o dedo machucado (AKA medinho), optei por ver os shows mais de boa. Em outro texto falo dos shows (mas posso adiantar que chorei no Sigur Rós) (AKA sensivelzinho).

O domingo foi consagrado por minha Anfitriã e eu ao dolce far niente. Fiz um almoço pra nós, nos empenhamos contra cervesas, lavei roupa, planejei minha segunda e passamos o dia conversando.

Como um bom domingo pode ser.

Sem nenhuma dúvida, a exposição cavalar a shows produziu algo pacificante por aqui. Ou pode ter sido o dedo batido. Vamos acompanhar

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Barcelona dias 3 & 4

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Em momentos de crise é preciso economizar e otimizar recursos, li em algum jornal por aí. Como aconteceu uma crise de administração de tempo, ponho dois dias numa postagem só, economizando espaço virtual e deixando tudo ótimo prum leitor joiinha.

Em uma manhã tranquila de Barcelona fui cortar o cabelo pelo bairro onde estou hospedado. Em grana ia dar mesma coisa que SP, mas aqui podia gerar uma história. Me meti nessa.

Minha Anfitriã me deixou numa perruquers, deu umas dicas pro champz y yo me sentei lá pra esperar minha vez. As revistas são do mesmo naipe das brasileiras, fofoca de celebs, porém com certo apego à família Kardashian que apareceu em todos os exemplares consultados nessa pesquisa.

Na hora de cortar, mostrei uma foto de como queria meu corte hipster, mas ele ou não entendeu ou achou que eu deveria ter outra coisa na cabeça. O corte que ficou me agrada, mas não era aquele que eu vinha tocando há algum tempo, sendo muito mais curto. Es lo que hay.

Después, vim pra base, escrevi, dormi e fui pro dia 2 de shows, que teve Explositions in the Sky <3.

O dia 4 foi o dia do show do Radiohead e passei o dia todo ansioso. Fui num mercado aqui por perto, fiz meu almoço e como tinha acordado tarde, a única desventura desse dia foi que minha bermuda tava caindo e precisei INVESTIR 3 euros num cinto.

Mais pra frente falo desses show aí. Aqui tem um pouco sobre meu primeiro dia no Primavera Sound.

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Barcelona dia 2

 

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O Primavera Sound ia começar a noite, daí que eu separei os dias do festival pra duas coisas: me manter vivo e operacional pra ir pro PS; ir pro PS.

sim, nesses dias eu dou curtos passeios por Publenou, escrevo e durmo.

de manhã, fiz uma parada que valeu por duas: descobri o caminho a pé pro lugar dos shows e fiz cosplay de catalão indo no mercado comprar VÍVERES DE SUBSISTÊNCIA. Minha fantasia era tão boa que duas pessoas me pediram informação.

Fiz almoço, encontrei a Anfitriã de tarde, mas desisti de comprar um chip espanhol pra ter internet. Em seguida fui pros shows, que estão em registro a parte.

 

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Barcelona dia 1

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um texto curto prum dia pitoco.

como o avião chegou em BCN a las 5 de la tarde, até desenrolar o parzinho se achar no aeroporto & pegar mala – e ir com o ônibus aeroporto até Plaça Catalunya – encontrei com minha Anfitriã num ponto da linha H 16 lá pelas 18:15.

abraços e que-bom-que-você-veio e que-bom-que-pode-me-receber depois, esperei a Anfitriã sair do trabajo, fomos até a casa dela (de onde escrevo agora), jantamos e ficamos a recuperar muita conversa (ainda em débito).

na mesma noite, precisei falar com meus pais sobre Não-vou-falar-pra-não-gorar e a coisa andou (é coisa boa).

depois, caí no sono no melhor colchão inflável que já me deitei.

me estiquei na horizontal finalmente e devo ter pensado: estou aqui.

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Puxadinho da última postagem

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esqueci de comentar uns lances da postagem de ontem. segue o pós-escrito ao nome das tulipas. vou topicalizar pra vencer; topicália.

*desci no portão E e meu voo pra Espanha era no C.

*tentei falar em francês com ma amie de Toulouse, mas ela preferiu não. Podemos conversar e correr juntos em pânico pelo aeroporto, mais ne parlez pas français avec moi, if you don’t speak very well.

*pedi refeição vegetariana, mas a KLM preferiu não. Leave the gun, take the fish.

*Pro café da manhã veio certinho.

*fiz uma amiga brasileira no voo pra Barcelona. ela também vai pro Primavera Sound, mas não tem a menor ideia de quais bandas vão tocar. li como LIÇÃO DE DESAPEGO e ELA SIM TÁ VESTIDA DE AVENTURA.

*ela me ajudou com internet, eu com dicas espertas de ônibus do aeroporto.

em la migra, o atendente não teve pena do escasso tempo do sudaco aqui e só não me pediu o meu WhatsApp.

*ainda em Amsterdã, eu try to explain pro champz do raio-x que meu voo saía em 15 minutes and my bag é essa daí, véio, but ele me disse que was an automatic system e apontou pra esteira, totalmente stoped. eu me liguei então que precisava que somebody tirasse as bandejas plásticas em que vão as bolsas da esteira. so, eu empilhei algumas delas, a esteira ON and my bag chegou. o holandês mandou um smile thanks while eu juntava mais umas bandejas. depois eu ran like a doido.

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Aeroporto até Holanda

 

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A ideia era escrever dos aeroportos, na espera dos voos. Nem sempre a ideia mostra as garras e nos beija na boca.

Sem Wi-Fi, fiz anotações pessoais (novo livro?) e embarquei. Consegui sentar na saída de emergência, o que deixou essas pernas compridas aqui em paz.

Na viagem só tinha filme merda e um bebê holandês chorão. Conversei em inglês sauvage avec une francesa do teatro, acho que atriz e comecei a ler o Minha luta do Karl Ove.

L’actrisse, que nem eu, tinha uma conexão que também ficou esguelhada pelo retardo de 1h30 pra sair de SP. Amigos no infortúnio, corremos como laterais em busca da linha de fundo pelo aeroporto de Amsterdã.

(elle, inclusive, meu deu une bonne idée: levar tulipas holandesas pra minha anfitriã em Barcelona – num deu)

chegamos numa pusta fila pro raio-x da bagagem de mão e numa fila ainda pior pra entrar na união europeia. Fomos até lá et ma amie de voyage me abandonou pra pegar seu voo pra Toulouse (espero que tenha dado) (acho que vi uma garota que conheço da faculdade também) (muitos jovens pro Primavera Sound).

Enfim, depois de la migra, eu tinha 2 minutos inteiros pro voo decolar. corri desesperado pelo aeroporto até o portão C13. Nunca na história desses país um lielson correu tanto por Amsterdã.

graças a um atraso nesse voo também, consegui embarcar com destino a Barcelona.

 

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Quase saindo pro aeroporto

após uma note de sonhos intranquilos, Lielson Zeni acordou transformado num enorme ansioso

normalmente não fico pilhado com viagens, mas dessa vez…

tô naquela de não conseguir lavar a louça na pia e nem fazer um roteiro que queria deixar prontinho (também não organizei as músicas pra viagem no iPod e nem separei um caderno pra viagem – sim, sou desses).

[a imagem acima não ilustra o post, só achei ela muito massa]

alguém deve ter posto olho gordo em Lielson Z., pois sem que tivesse feito nada de errado acordou completamente zoado.

sou avisado que começa essa semana uma greve de metrô em Barcelona e que meu voo que sairia 19h15 de SP, vai atrasar (problemas meteorológicos em Amsterdã, onde faço escala).

dá nada, descontando que terei 50 minutos pra descer do avião, fazer migração e achar o portão de embarque do voo que vai, aí sim, pra BCN. tensão: trabalhamos.

toda viagem é uma aventura, mas essa está ganhando contornos interessantes e olha que só acabei de imprimir as passagens. parece que quando eu for falar sobre ela depois, vai ser engraçado. agora não é, não.

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Começou a viagem

num bode pós-separação, eu abro o Twitter e a Pitchfork me avisa que o Radiohead ia ser um dos headlines do primavera Sound 2016 de Barcelona. fiquei bem louco, mas pensei “naaaaa, que locurage”. o tempo foi passando (os minutos, tô falando) e a construção do valor sentimental da banda foi crescendo, a informação sobre outras bandas puro-amor no festival e PÁ..

dias depois, marquei as férias pra conseguir ir pro festival, comprei ingresso, passagem e tal.

de lá pra cá eu tava levandinho esse vaziozão que é não ter mais aquela relação, mas ainda ter a casa, o dia a dia. tava naquelas ou melhor, nessas (responder a “tudo bem?”, que coisa difícil) até ser demitido e aí entrar numa BAD fudida, pensar se ia ou não pra viagem, porque perderia tempo de busca DE RECOLOCAÇÃO NO MERCADO (sem falar na grana que só se vai) e o desânimo que preenchia um vazio que conseguiu ser maior, tipo um astronauta perdido no deserto

mas já tinha pagado boa parte das bagaças, engoli um FODA-SE megaindigesto e em menos de 24 horas estarei num avião indo pra Barcelona, de onde só volto pra lá do meio do mês.

infelizmente, não tenho a inocência sebastianista de acreditar que minha vida vá encontrar um salvador e mudar de vereda com essa viagem; felizmente, sei que pra todo movimento é preciso vencer a inércia.

eu abraço o atrito.

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Mente do Macaco

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Semana passada saiu um livro meu pela Balão Editorial. Tô falando do Mente do Macaco (ó a capa ali em cima), que sai somente em formato digital e custa R$ 1,90!

É um livro de fragmentos que passam por um caderno de ideias, uma empresa que usa macacos datilógrafos e investidores da bolsa, diários de Charles Darwin numa tradução, bem, PARTICULAR, e outros trechos que pulam de galho em galho da narrativa.

Pra comprar, vai no link de sua loja preferida:

Kobo Store

Google Play

Amazon

Existe um projeto de fazer uma edição impressa de baixa tiragem, mas vamos ver, tô ainda pensando.

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