Barcelona dia 11

Depois de zerar os museus, resolvi camelar na sexta. Pra não andar tão à toa fui na onda de seguir uma trilha do Miró.

Antes, fui na La Central, uma livraria que gosto mucho. É de lá uma camiseta que gosto demais, escrita I would prefer not to. Desta vez, só levei cadernos e uns zines espanhóis.

Caminhei feito um bocó pela Carrer Mallorca por ter memorizado errado o número da loja (pra que anotar?) e alguém sensato teria largado a busca. Mas eu, persistente (há quem prefira teimoso, mas são opções), resolvi tentar pro lado de lá da Rambla. Fui recompensado pelo meu comportamento (é assim que se cria monstros).

Depois, peguei um mapinha lá da Fundació Joan Miró e fui atrás de uns Miró de rua (de várzea, moleque, cheio de ginga). Desci pela Rambla, passei na Boqueria pra comprar umas frutas (vidaloka) e novamente caminhei muito errante até achar o Miró no chão que é NA FRENTE da bagaça. Affe.

Em seguida, rumo à casa onde o Joan nasceu. Quem adivinha? Pois me perdi de novo. Dica: além de seguir o mapa, saiba que a rua que está a casa do parto do Miró hoje é uma galeria com lojas e não parece tanto assim como a rua. A própria casa do cara virou uma galeria (de arte) e tem lá uma placa orgulhosa (discreta, mas evidente).

Daí partiu facultat de graduação dele, quase lá na Barceloneta. Eu, um personagem óbvio, me perdi pra caralho e, de forma que a física não permite, não achei. Resolvi voltar pra casa a pé (note: estava pra lá da Plaça Catalunya e chegaria em Poblenou a pé).

Voltando pra casa (vai, pode falar. Sim, você já sabe) me perdi de novo, o que me fez chegar numa escultura gigante chamada Davi e Golias e em seguida na Plaça Carles I. Nessa praça parei, vi uma mãe chinesa brincar com seus 3 filhos pequenos, diversas excursões e cachorros fofos. Sentei ali e escrevi um pouco.

Estava particularmente desdirecionado neste dia, e exceção à bolha no pé, foi maravilhoso. Encontrei e vi bem além da programação, sem falar que é um puta treino pra vida essa coisa de rumos errantes.

Sigo tentando me rastrear, mas quando dá errado sento numa praça pra olhar.

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Filed under A gente tenta, Viagem

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