Monthly Archives: Março 2016

Monkey Mind

MM 2

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11 de Março de 2016 · 17:27

Avulsinho 6

 

Baudelaire recolhe o baralho da mesa e o enrola num pano de cetim vermelho.

– Ei, senhor, antes de se ir, poderia, por gentileza, ler as cartas para mim?

– Desculpe, senhor, mas só as leio para mim mesmo.

– Mas, senhor, isso é possível? Ver seu próprio futuro?

– Não, não é. Leio cartas difusas que mostram algo que não virá e mantenho a surpresa da vida.

 

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Fui entrevistado

Arte de Wagner William

Arte de Wagner William

O Wagner William está com uma HQ nascitura aí, Bulldogma (pela Veneta). Lançamento marcado pro dia 19 aqui em SP, na simpática Gibiteria.

Pra promover a parada, o Wagner tá fazendo uma divulgação muito massa, que inclui trailers e entrevistas que uma personagem do gibi, Deyse Mantovani, faz com pessoas ~reais~. Dessa vez, foi comigo.

Dá pra ler a entrevista no blog de divulgação AQUI. Lá também tem as outras entrevistas, tudo coisa muito fina. Pra ver toda a divulgação, página do Facebook do livro.

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Tem alguma coisa rolando: Balbúrdia

Ontem postei no Balbúrdia uma coluna que gostei demais de fazer, sobre o Incal, de Moebius e Jodorowsky, mas passeio também pelos filmes do Jodô e por outras obras deles. Segue aí o comecinho dele:

Sonhei que andava por dunas e que o sol refletia no chão e me doía os olhos. Caminhei até encontrar Alejandro Jodorowsky; ele não me falou nada, mas com as mãos pediu que eu o seguisse. Passamos por AREIA, areia, arena céu e areia até um lago raso. Jodorowsky entrou e, mesmo com 80 anos, apoiou-se nas mãos e permaneceu de ponta-cabeça. Pude ver ele refletido na água. Diante de mim, ele e seu reflexo se misturavam, um era luminoso, outro era negro. Sorriam consoantes e um Jodorowsky se entrelaçou no outro e explodiu em luz.

Desse clarão surgiu um livro que se abriu (pelo vento? não sei) e eu caí dentro do livro, mergulhei em páginas líquidas “Eu não sei nadar! Ayúdame, Jodorowsky!”.

Eu caí no Incal, o gibi. Sumiram as águas e eu estava no Beco do Suicídio, com muita gente caindo comigo (basta que um salte e vários insatisfeitos também se jogam). Os aristos mijam e atiram, e sempre erram. A queda, ao contrário do gibi, não acabava no lago de ácido; ela não acabava. Quando entendi isso, conversei com aqueles que caíam:

O RESTO SEGUE LÁ NO BALBÚRDIA.

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Tem alguma coisa rolando: HQ 18m²

18m2 - topo

Segue abaixo mais uma HQ em parceria com o Zé Oliboni, do Diletante Profissional. Lá embaixo, como de hábito, falo um pouco sobre a construção da história.

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Monkey Mind

MM 1

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4 de Março de 2016 · 17:20

Avulsinho 5

 

De repente, me dou conta que caio e fecho os olhos. A massa de ar no rosto me pergunta em que velocidade estou; grãos arranham meu braço; a boca seca; a testa lateja. Abro os olhos: continuo caindo e há outros comigo. Todos que conheci estão em algum ponto da queda; eles e muitos que nunca vi. Alguns tiveram a boa ideia de gritar; vou com eles até perceber que não há chão para abraçar.

 

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HQs de fevereiro

Durante o mês, reúno no Tumblr Na Sarjeta as HQs que leio e aqui, reúno tudo de uma vez. Também estou na lista de Melhores do mês do Universo HQ.

O desenho de Salvador Sanz é um espetáculo, mas Angela Della Morte não me empolgou. Não que tenha algo muito errado, mas faltou aquele a mais que leio em Noturno, por exemplo. Aliás, nada a ver, o Sanz disse numa mesa de debate que Noturno é sobre o sonho que nós todos temos de voar.

Adoro o desenho da Samanta Floor e acho o Diogo Cesar um excelente roteirista de narrativas no padrão clássico. Chance poderia virar um HQ dramática, de terror e até de super-herói, mas bem no fim é sobre pessoas fazendo más escolhas.

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