Sobre dispersar

Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.

Mario de Sá-Carneiro tem um ótimo livro de poemas chamado Dispersão (domínio público, hein? se liga).

Existe um lance matemático chamado diagrama de dispersão. Aparentemente, tem a ver com progressão e regressão de números (pessoas num gráfico são só números, isso explica boa parte das políticas públicas e privadas). Aparentemente (2), esse gráfico demonstra relações entre as medidas, o que me dá vontade de rir quando penso em “dispersar”.

Para que as cores luminosas surjam, elas precisam ser dispersadas de um feixe de luz branca.

A química cataloga tipos de dispersão que geram soluções, coloides ou suspensões. Rio (2).

Quem não consegue estar atento está disperso. Há a dispersão de manifestação por forçaàs vezes não há. Morremos e nos dispersamos pela terra e depois por qualquer lugar. Como partícula dispersa sou materialmente tão ínfimo quanto historicamente sou agora.

Há uma baita lição na dispersão, um dia eu junto os pontos.

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Filed under A gente tenta, É meu

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