HQs de fevereiro

Durante o mês, reúno no Tumblr Na Sarjeta as HQs que leio e aqui, reúno tudo de uma vez. Também estou na lista de Melhores do mês do Universo HQ.

O desenho de Salvador Sanz é um espetáculo, mas Angela Della Morte não me empolgou. Não que tenha algo muito errado, mas faltou aquele a mais que leio em Noturno, por exemplo. Aliás, nada a ver, o Sanz disse numa mesa de debate que Noturno é sobre o sonho que nós todos temos de voar.

Adoro o desenho da Samanta Floor e acho o Diogo Cesar um excelente roteirista de narrativas no padrão clássico. Chance poderia virar um HQ dramática, de terror e até de super-herói, mas bem no fim é sobre pessoas fazendo más escolhas.

Mike Carey é um roteirista médio cheio de boas ideias com tendência a finais porcos. O volume 9 de Inescrito é muito chato e o 10 é insuportável (um crossover com a série que desgosto em profundidade, Fábulas), tanto que estou procrastinando a leitura dos dois últimos volumes.

No roteiro de Mundo de Yang ,uma jornada de descobrimento e combates, mas o que vale aqui é o traço do Orlandeli, que coisa fina! (dá pra ler a série online aqui)

Por causa de meu mestrado, sempre me interesso em ler adaptações literárias. Conheço algo entre nada e pouco a literatura do Lovecraft (o texto me entedia), mas curti essa HQ H.P. Lovecraft – O cão de caça e outras histórias. O uso de planos detalhe e do tempo alongado entre as ações amplifica a força do terror.

Box Brown constrói Andre The Giant como se fosse um documentário, com entrevistas e as histórias encaixadas em meio a isso. parece ter uma preocupação com a vercidade da história do lutador. Muito massa!

Teto Quadro Chão virou comentário no Balbúrdia.

Li uma porrada de Moebius (Arzach; Absoluten Calfeutrail & Outras Histórias; O homem é bom? e A garagem hermética) e é muito impressionante, não só pela arte, mas pelas tramas. Os finais abruptos têm uma força que ainda não consigo medir muito bem. Sem falar no mundo da Garagem Hermética, que é genial.

Li Incal, Antes do Incal, A casta dos metabarões e até as primeiras HQs do Jodorowsky, pois estou escrevendo um texto sobre Incal pro Balbúrdia. Dá pra adiantar que a obra de Jodô e Moebius é um clássico do meu coração, Antes de Incal é muito mais aventurosa, mas bastante doida e A casta dos metabarões faz um diálogo soberbo com a épica e a tragédia grega, com citações de comédia e de lirismo por toda a parte. Já as Fabulas panicas são Jodorowsky em seu sentido menos filtrado.

2 comentários

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2 responses to “HQs de fevereiro

  1. Beco

    Acho que a coisa que mais me impressionou em Arzach, especialmente nas histórias sem fala, foi a capacidade de síntese de Moebius. Ele te joga no meio da aventura, sem background, sem explicar nada, como que deixando o leitor responder, por conta própria, quem é Arzach, que ele faz, onde ele está etc. Ele sintetiza tudo isso num personagem e algumas páginas!

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