Tem alguma coisa rolando: R.Nott Magazine

N. 8, Mark Rothko (1952, óleo sobre tela, 1,73 x 2,05 m)

N. 8, Mark Rothko (1952, óleo sobre tela, 1,73 x 2,05 m)

Ano passado fui convidado pelo pessoal da R.Nott Magazine pra escrever uma coluna sobre música, na sessão deles chamada RUÍDO. Já que sou fanzoquinha do ruído/mm e do Merleau-Ponty, juntei tudo, embolei e fiz uma divagação sobre música pop instrumental. Ó o comecinho da parada aqui:

   Há quem não goste de filmes com câmeras paradas e sem pressa, há quem não goste de quadros com manchas que não se parecem com pessoas, há quem não goste de livros de linguagem inconstante. Não entendo esse povo, mas beleza, cada um do seu jeito e seguimos.

           Mas de quem não gosta de música instrumental… bem, nesse caso, sou obrigado a ter pena mesmo. Nem vou falar de sinfonias e esses lances maneiros de música erudita visto que NÃO DOU CONTA, tô pra te falar de música dita pop, mais especificamente do dito post rock, que trato como a trilha sonora do dito tudo.

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           É, tudo. Ponto. Trilha motivadora pro trampo mala, som de fundo pra escrever sobre música, companheira sonora do trem e, maior até que o tudo, alma do fone que me salva das conversas que não quero ouvir.

           E se você não quer ouvir, tá justo, tá correto, tá bonito, um (vamos dizer) ruído/mm (OUÇA AQUI http://www.ruidomm.com/) pode salvar sua vida. Aliás, este texto saiu de um processo de ouvir os discos da banda em looping até tudo perder o sentido e começar de novo a fazer sentido.

           Eu não sei se é besta dizer que não saber sobre o que escrever (filosofia + música), ou seja, o que me deixou sem palavras, me fez pensar em música instrumental.

           Embora a falta de palavras possa ser uma quebra de comunicação, a música instrumental sai em movimento contrário, criando uma bomba de sentidos e significados pela não-palavra. Sim, porque oIntrodução a cortina do sótão está entupido de não-palavras. Feche os olhos e veja.

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          Eu sei que o acordo ortográfico mais recente do português prevê não-hífen em “não-palavra”, mas eu gosto assim. Eu olho pra ela e fico bem. Me deixa.

O texto completo pode ser lido aqui, no site da R.Nott.

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Filed under É meu, Música

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