Leiturosseia do Ulysses – Éolo

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[página da adaptação para os quadrinhos de A odisseia, de George Pichard]

nesse episódio, que está no Canto X da epopeia de Homero, o Odisseu valoroso (Ulisses, pros íntimos e latinos) conta suas desventuras na corte do rei Alcino.

James Joyce usa o episódio em que Ulisses desembarca na ilha do deus Éolo – sim, aquele que é vento. Lá, o grego chora as azeitonas pro Éolo, que diz que vai ajudá-lo,e dá um saco com todos os ventos, mas Ulisses não deveria abri-lo.

aí Homero faz o que sabe melhor: mostrar a cobiça humana. os marinheiros de Ulisses ficaram putinhos porque ele é quem leva os elogios e os presnetes por onde passa enquanto eles ficam ali criando calo na mão (por causa dos remos). acham por bem, portanto, pegar parte do tesouro para si, e abrem a sacola com os ventos.

uma grande tempestade se forma e o barco é jogado de volta à ilha de Éolo, que dessa vez, expulsa os visitantes, por não terem seguido seu conselho e terem se mostrado amaldiçoado pelos deuses.

em Ulysses, o capítulo está cheio de ventos, ares, brisas e dispositivos que colocam o ar em movimento. e no paraleo mais óbvio, Bloom é expulso pelo editor do jornal quando retorna com uam contraproposta para o anúncio, negando a esse Ulisses também a ajuda.

no próximo capítulo, os Lestrigões. saia daí, mas volte.

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