Just’ cause you feel it doesn’t means it’s there

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A M O R T E C I D O.

era sim que cada um deles se sentia, cada um com sua morfina, cada um em sua implosão, todos igualmente amortecidos. teve quem bufou, teve quem fingiu se empedrar, tem quem se deixasse amortecer de dentro pra fora. mas pelo menos 3 vomitaram o desvigor.

Aparecida, sabendo que se deve tirar o mais – nem o pior, nem o melhor, mas a essência – de cada momento de sua vida, se permitiu amortecer até que seu corpo caiu do sofá, amoleceu no chão, derreteu entre os tacos e se vaporizou no andar de baixo, totalmente entorpecido.

Yashin, decidiu sair de casa, ainda que amortecido. tomou um par – uma branca e uma verde – e nunca mais foi visto.

Liz, meio molenga e sem ritmo, cantarolou sua música favorita. ela precisava sentir alguma coisa. precisava. sentou na frente de seus empoeirados CDs, puxou o disco certo, ligou bem alto e dançou até que os poros de seu braço festejassem o satori engenhado.

tudo continuava igual, mas eles desamortecidos, já nem lembravam de ter sentido algo diferente de seu agora.

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