Neve até o pescoço e abstinência de vodka

copiando a ideia do blogue do André de Leones, jogo aqui uma citação de Liév Tolstóy, na tradução de Tatiana Belinky.

qualquer relação com Memórias póstumas de Brás Cubas fica por sua conta. Nikita sobreviveu a uma noite de nevasca. Anteriormente, por conta de sua bebedeira, sua mulher o havia trocado por outro marido.

feita a introdução, Tolstóy:

“Nikita acabou morrendo em casa, como desejava, sob as imagens dos santos e com uma vela de cera acesa na mão. Antes de morrer, pediu perdão à sua velha e, por sua vez, a perdoou, pelo toneleiro. Despediu-se também do filho e dos netinhos, e morreu sinceramente feliz porque, com sua morte, livrava o filho e a nora do fardo de uma boca a mais e porque, ele mesmo, já passava desta vida da qual estava farto para aquela outra vida, que, a cada ano e hora, se lhe tornava mais compreensível e sedutora.

Estava ele melhor ou pior lá, onde acordou, depois desta morte verdadeira? Terá ficado desapontado, ou encontrou aquilo que esperava? Todos nós o saberemos, em breve.”

Senhor e servo, in A morte de Iván Ilitch (Editora Paulicéia, 1991), páginas 66-67.

 

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